E se fosse sua filha?

O porteiro de 53 anos achou a Mariana bonita. Na oportunidade de ver a menina de 21 anos sozinha na escola de seus pais para receber um pagamento, quis um beijo. Ela não deu. Ele não pensou duas vezes: degolou Mariana e cortou seu rosto com cacos de uma garrafa! Mais bárbaro impossível!

A juiza Elizabeth Louro não achou: recusou o pedido de prisão preventiva e mandou soltar o assassino. Para ela, é perfeitamente compreensivel a justificativa dele  -se apaixonou, pronto. Aconteceu. E a magistrada vai mais longe. Veste a toga do advogado e antecipa a defesa: é uma pessoa que esteve dominado por uma paixão maldita que fez com que ele perdesse a cabeça e matasse. Isso não quer dizer que vai fazer de novo”

Ele não precisa fazer, doutora: já fez! ou a vida da Mariana não vale nada? o direito do reu de “se apaixonar” e degolar quem não aceite seus beijos vale mais do que o direito de existir da Mariana? Para a juiza Elizabeth Louro, vale!

E se o degolador “paixonasse” pela filha da dra Elizabeth? será que ela ia continuar tão compreensível e sensível às razões dele?

90 Responses to E se fosse sua filha?

  1. Patricia abril 24, 2011 at 12:45 pm #

    Uma pessoa que fez uma peça sobre “física nuclear na guerra fria” fala em “paixão bandida” e coloca a culpa no capeta? Realmente, uma pessoa sem equilíbrio algum, totalmente despreparada emocionalmente para ocupar um cargo e ter poder de discernimento e decisão. E o que apavora ainda mais: ela ainda é mãe de uma moça da idade da Mariana. Ela não apresentou uma “razão” lógica para manter esse monstro solto. Ela tem que se afastar do Judiciário e prestaR explicação ao povo, porque não temos que ficar calados diante dessas pessoinhas que se acham e não são nada. Deviam sim se espelhar mais na legislação americana. Sabendo que serão penalizados, este tipo de capeta(porque é o próprio) pensaria antes de cometer suas atrocidades. Estou pensando aqui no que pode ser feito para prestar queixa dela ou afastá-la, Glória você que tem influência, apóia? Podemos elaborar algum abaixo-assinado ou algo assim, não devemos ficar só reclamando e vamos agir contra essa gente podre!!!

  2. Andreza Alcantara abril 24, 2011 at 2:18 pm #

    Eu realmente nao sei quem dos 2 eh o mais criminoso… Deve existir alguma forma mesmo Patricia de fazer alguma coisa, mesmo em um pais injusto como o Brasil.

  3. Valesca abril 24, 2011 at 3:35 pm #

    Disse bem, e se fosse a filha dela?
    Com certeza não seria compreensiva de jeito nenhum,mas enquanto não acontece ela coloca na rua ,esse ser sem luz,para derramar o sangue das filhas dos outros.Quantas vezes já vimos esse filme? assassinos são postos nas ruas,para passar a datas comemorativas com a família e fazem novas vítimas?
    Só sabe o que é a dor da perda quem já perdeu.
    Um beijo Glória.

  4. Patricia abril 24, 2011 at 8:20 pm #

    Pessoas, elaborei algo muito simples que podemos fazer em massa. Ela pode ter que prestar explicação ao Conselho Nacional de Justiça. Também enviei um e-mail para a Presidenta. Sinto que não consigo “engolir” tanta barbaridade.

    O que vocês tem a fazer é simples:

    1º – Mandem um e-mail para (atenção ao endereço):
    corregedoria@cnj.jus.br

    2º – No campo “Assunto”, escreva: “Urgência na reavaliação do caso Mariana Gonçalves”

    3º – Selecione o texto aqui, copie e cole no espaço da mensagem:

    AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA :

    PELA INTERFERÊNCIA NA DECISÃO DA JUÍZA ELIZABETH LOURO DO 4º TRIBUNAL DO JÚRI, DEVIDO A MOTIVOS TORPES

    Em atitude de indignação pública, aguardamos pela reavaliação do caso analisado pela juíza Elizabeth Louro, do 4º Tribunal do Júri, que julgou o caso da srta. Mariana Gonçalves de Souza, de apenas 21 anos, que teve sua vida arrancada cruelmente por alegação torpe e sem sentido do assassino confesso; invocando a lei Lei Maria da Penha (nº 11.340) que é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência. Sancionada em agosto de 2006, a legislação aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher.

    Tal indignação é clamada pelos cidadãos, pessoas de bem que consideraram absurda e sem qualquer fundamento legal as considerações da “magistrada”: “Foi um ato episódico, um desatino de paixão e que dificilmente ele (Luiz Carlos de Oliveira) vai encontrar outra mulher pela qual ele se apaixone dessa maneira. ‘Não vi clamor público’ que motivasse a manutenção de sua prisão. Ele facilitou as investigações se entregando no dia seguinte e confessando o crime. Também não vi, nos autos, qualquer ameaça a outras pessoas envolvidas no processo, como familiares da vítima .”

    A dor terrível da mãe, Sueli Gonçalves de Souza — que perdeu de modo cruel sua filha , em 7 de março deste ano, em Campo Grande — não interferiu na opinião da juíza.

    Claramente vê-se que a decisão não teve fundamento como seu príncípio, chegando à RIDICULARIZAÇÃO do Poder Judiciário, e a revolta e o CLAMOR do povo se espalha pela TV e a internet mais e mais a cada dia, pela JUSTIÇA.

    Uma decisão baseada numa “opinião” sem qualquer fundamento de alguém que teve provas do ato terrível de um assassino, assim como sua confissão; sendo que sua soltura causa distúrbio, mal estar e insegurança à sociedade, porque nos sentimos inseguros quanto aos nossos entes amados sendo que perante a “Justiça” que vimos as vítimas são as sacrificadas e os algozes nada sentem, tal atitude de afronta sem qualquer base, e que merece reavaliação, em nome do povo, do Estado brasileiro, porque agora trata-se do POVO e sua tranquilidade, o temor pelos seus filhos, já que uma juíza foi a favor de um assassino. Pedimos que tal magistrada seja, ao menos analisada.

    Somos cidadãos, pagamos o salário dessa pessoa com nossos impostos e por isso temos o DIREITO de exigir revisão.

    A sra. Presidenta Dilma Rousseff, felizmente defende as causas das mulheres, e também pedimos por sua ajuda, encaminhando cópia desta.

    Por isso, em caráter de urgência, solicitamos que o CONSELHO avalie este ato que tanto machuca nosso país. O assassinato bárbaro de uma jovem e ainda o sentimento de injustiça que nos magoa pelo favorecimento do assassino. Esta carta está sendo divulgada amplamente na internet.

    Desde já, agradecemos a atitude do CNJ que temos certeza, será o da RAZÃO.

    PEDIMOS A ATENÇÃO DA SRA. PRESIDENTA DILMA, QUE VALORIZA OS DIREITOS DA MULHER.

    Atenciosamente,

    Cidadã(o) brasileiro(a).

  5. Chris abril 24, 2011 at 9:07 pm #

    Minha gente, isso é um absurdo sem tamanho! Vamos agir para que tamanha crueldade não fique impune!

  6. Malu abril 24, 2011 at 9:35 pm #

    Eu me recuso a acreditar que ouvi uma Desumana dessas, que se diz juiza dar uma entrevista a uma radio, e se justificar pelo fato do criminoso estar sob paixao. Tenho certeza que ela nunca perdeu uma filha, para se por no lugar dessa mae, que esta com a vida acabada eternamente pela saudade e dor, ainda agora pela impunidade. E totalmente inadimisivel, ela ter liberado um marginal desses, que agiu com ato de crueldade, acabou com a vida da moca e da familia inteira,e agora esta ai, nas ruas se achando no direito de se “apaixonar” de novo, que a LEI o apoia. E dificil acredidar na justica BRASILEIRA, quando os poderosos, que definem quem e bandido e quem e refem dos bandidos, sao “JUIZES” como essa tal ELIZABETH LORO! Malu Buarque.

  7. Patricia abril 24, 2011 at 10:02 pm #

    Se não tomarmos uma atitude, ela vai ficar assim. Ao menos uma atitude. Um e-mail, pode ser este que escrevi, ou um e-mail seu mesmo. Vamos AGIR!

  8. Patricia abril 24, 2011 at 10:06 pm #

    E-mail da Presidenta Dilma:https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php
    Vai pedir verificação, adicionar exceção, dependendo do seu sistema, porém não há problema. É só aceitar e depois ir para seu próprio e-mail e confirmar o envio da sua mensagem.

  9. Andreza Alcantara abril 24, 2011 at 10:32 pm #

    Patricia, muito legal sua disposicao de contribuir com atitude para varias reclamacoes. Ja mandei o email com sua sugestao e espero que todos facam o mesmo.
    Estou lendo o seu blog desde o comeco e o que li ate agora me emocionou muito. Sinto muito pela sua perda, verdadeiro anjo sua filha.

  10. Nena Guimarães abril 25, 2011 at 6:17 am #

    Excelente iniciativa, Patrícia. Já mandei o meu e-mail. Vamos lotar a caixa do CNJ!

  11. Patricia abril 25, 2011 at 5:28 pm #

    Obrigada Andreza, a dor da perda de uma filha é enorme, indizível. Acho que só sobrevivo porque vejo exemplo de pessoas como Zilda Arns, que perdeu dois filhos, a Glória também, sendo que um dos dois, a Dani, cheia de futuro como minha filha, de forma violenta, está aí sempre guerreira, e apesar de toda essa dor horrenda ajuda as outras pessoas.
    Nena, vamos sim. Se depender de mim, divulgo onde for e desafio a cidadania das pessoas, porque muita gente enquanto não é com eles não tem a mínima noção de solidariedade. Eu sempre me comovi, antes mesmo do que aconteceu comigo, com a dor de uma mãe, e chorava, mesmo adolescente, quando ouvia a música do Chico Buarque “ó pedaço de mim…”, eu tinha a intuição desde criança eu ia sofrer muito, mas não sabia o que seria. Minha mãe que me dá força para não sucumbir de vez, me lembrando que eu devo chegar digna até ela. E é isso que eu quero fazer.

  12. Adria Rodrigues abril 25, 2011 at 7:05 pm #

    É diante dessa explicação absurda passo a desconfiar do amor materno de certas mães..que Horror, ela poderia ter pensado na filha que ela tem née? no minimo humano!!

  13. Palewa Merçon abril 26, 2011 at 1:30 am #

    Aff, é uma “lógica” perturbadora! Que senso de justiça é esse no nosso país, hein? Nao sao as leis que nao vao parar um criminoso, mas a certeza da impundade!
    Fico revoltada, preferia não ter acessado seu blog e lido isso Glória… já não tô muito boa… enfim, indignada totalmente. 🙁

  14. Patricia abril 27, 2011 at 12:19 am #

    Infelizmente, recebi uma resposta burocrática do CNJ, que transcrevo aqui, mas vou pedir a alguém que entre em contato com a família dela (é melhor, fica mais direto) para tomar estas providências, na verdade, o que fiz foi praticamente o que eles pediram para fazer, dei o nº dos meus documentos (quem seria louco de dar o nº de documentos falsos, RG e CPF) ao CNJ? E o problema foi que não fiz um tal cadastramento de pessoa física. Oras, faça-me o favor!! E a VIDA de uma pessoa?? Aqui está o que me enviaram:

    Prezada Senhora,

    Em atenção à manifestação de Vossa Senhoria, informamos que compete ao Conselho Nacional de Justiça o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados, nos termos do art. 103-B, § 4º, da Constituição Federal.

    Para que sejam formalizadas reclamações ou solicitações perante esta Corregedoria Nacional de Justiça , deverão ser observados os procedimentos previstos no Regimento Interno e na Portaria nº 52, da Presidência do Conselho. Os normativos podem ser acessados pelo endereço eletrônico: http://www.cnj.jus.br .
    O encaminhamento de petições ao CNJ será obrigatório pela via eletrônica (E-CNJ) para pessoas físicas cadastradas no Sistema de Processo Eletrônico (E-CNJ), advogados, magistrados, tribunais, órgãos, instituições públicas e pessoas jurídicas, a partir de 1º de agosto de 2010, nos termos da Portaria n. 52, de 20 de abril de 2010.
    As pessoas físicas não cadastradas no E-CNJ poderão enviar documentos por correspondência (encomenda normal ou SEDEX pelos Correios) endereçada à Corregedoria Nacional de Justiça, situada na Praça dos Três Poderes, Ed. Anexo I do Supremo Tribunal Federal, Sala B-364, Brasília/DF, CEP 70.175-901. Não é obrigatório constituir advogado.
    A petição deverá ser assinada e acompanhada de cópia do documento de identidade, do CPF e do comprovante ou declaração de residência do requerente, salvo impossibilidade expressamente justificada no requerimento inicial, conforme Portaria nº 174, de 26 de setembro de 2007.
    Para ter acesso ao Sistema de Processo Eletrônico do CNJ (E-CNJ) e assim acompanhar o andamento do processo à distância, é necessário fazer o cadastramento em tribunal conveniado, conforme lista disponível no link http://www.cnj.jus.br/ecnj, em Ativação do Cadastro nos Tribunais, ou no Setor de Protocolo (Praça dos Três Poderes, Ed. Anexo II, Supremo Tribunal Federal, Brasília-DF). Após o cadastramento no E-CNJ, os requerimentos iniciais, petições intermediárias e demais peças processuais, deverão ser encaminhadas exclusivamente, pela via eletrônica (E-CNJ), sendo vedado o envio de documentos físicos.
    Caso V.Sa. opte pelo cadastramento nos tribunais conveniados, deverá preencher o pré-cadastro no site do CNJ (www.cnj.jus.br/ecnj) antes do comparecimento pessoal na unidade do Tribunal para fornecimento de login e senha.
    Para mais informações sobre o cadastramento, Vossa Senhoria poderá entrar em contato com o Protocolo, por meio dos telefones (61) 2326.5243 ou 2326.5246.
    O Regimento Interno do CNJ poderá ser acessado no sítio http://www.cnj.jus.br (itens: Publicações, Regimento Interno).

    Atenciosamente,

    Corregedoria Nacional de Justiça

    De: Patricia G***** Enviada em: domingo, 24 de abril de 2011 21:42
    Para: Corregedoria Nacional de Justiça
    Assunto: Urgência na reavaliação do caso Mariana Gonçalves

    AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA :

    PELA INTERFERÊNCIA NA DECISÃO DA JUÍZA ELIZABETH LOURO DO 4º TRIBUNAL DO JÚRI, DEVIDO A MOTIVOS TORPES

    Em atitude de indignação pública, aguardamos pela reavaliação do caso analisado pela juíza Elizabeth Louro, do 4º Tribunal do Júri, que julgou o caso da srta. Mariana Gonçalves de Souza, de apenas 21 anos, que teve sua vida arrancada cruelmente por alegação torpe e sem sentido do assassino confesso; invocando a lei Lei Maria da Penha (nº 11.340) que é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência. Sancionada em agosto de 2006, a legislação aumentou o rigor nas penas para agressões contra a mulher.

    Tal indignação é clamada pelos cidadãos, pessoas de bem que consideraram absurda e sem qualquer fundamento legal as considerações da “magistrada”: “Foi um ato episódico, um desatino de paixão e que dificilmente ele (Luiz Carlos de Oliveira) vai encontrar outra mulher pela qual ele se apaixone dessa maneira. ‘Não vi clamor público’ que motivasse a manutenção de sua prisão. Ele facilitou as investigações se entregando no dia seguinte e confessando o crime. Também não vi, nos autos, qualquer ameaça a outras pessoas envolvidas no processo, como familiares da vítima .”
    A dor terrível da mãe, Sueli Gonçalves de Souza — que perdeu de modo cruel sua filha , em 7 de março deste ano, em Campo Grande — não interferiu na opinião da juíza.

    Claramente vê-se que a decisão não teve fundamento como seu príncípio, chegando à RIDICULARIZAÇÃO do Poder Judiciário, e a revolta e o CLAMOR do povo se espalha pela TV e a internet mais e mais a cada dia, pela JUSTIÇA. Uma decisão baseada numa “opinião” sem qualquer fundamento de alguém que teve provas do ato terrível de um assassino, assim como sua confissão; sendo que sua soltura causa distúrbio, mal estar e insegurança à sociedade, porque nos sentimos inseguros quanto aos nossos entes amados sendo que perante a “Justiça” que vimos as vítimas são as sacrificadas e os algozes nada sentem, tal atitude de afronta sem qualquer base, e que merece reavaliação, em nome do povo, do Estado brasileiro, porque agora trata-se do POVO e sua tranquilidade, o temor pelos seus filhos, já que uma juíza foi a favor de um assassino. Pedimos que tal magistrada seja, ao menos analisada.

    Somos cidadãos, pagamos o salário dessa pessoa com nossos impostos e por isso temos o DIREITO de exigir revisão.
    A sra. Presidenta Dilma Rousseff, felizmente defende as causas das mulheres, e também pedimos por sua ajuda, encaminhando cópia desta.

    Por isso, em caráter de urgência, solicitamos que o CONSELHO avalie este ato que tanto machuca nosso país. O assassinato bárbaro de uma jovem e ainda o sentimento de injustiça que nos magoa pelo favorecimento do assassino. Esta carta está sendo divulgada amplamente na internet.

    Desde já, agradecemos a atitude do CNJ que temos certeza, será o da RAZÃO.

    PEDIMOS A ATENÇÃO DA SRA. PRESIDENTA DILMA, QUE VALORIZA OS DIREITOS DA MULHER.

    Atenciosamente,

    Cidadã(o) brasileiro(a).

    Aqui entre nós do BLOG: Cada vez mais eu ODEIO a “justiça” brasileira.

  15. Loura abril 27, 2011 at 9:59 am #

    A juíza, conforme a voz, não tem discernimento entre certo e errado baseando sua atitude totalmente na literatura.
    Mas sabe de uma coisa? Ela fez bem!!!!
    Pq esse crápula tarado iria ficar preso um tempo depois seria solto. A população está com “sangue fervendo”, vai fazer justiça com as próprias mãos e pronto. A culpa é da juiza insana.

  16. Patricia abril 27, 2011 at 4:00 pm #

    Sra. Presidenta,
    Em atitude de indignação, aguardamos pela reavaliação do caso analisado pela juíza Elizabeth Louro, do 4º Tribunal do Júri, que julgou o caso da srta. Mariana Gonçalves de Souza, de apenas 21 anos, que teve sua vida arrancada cruelmente por alegação torpe:”paixão maldita”, sendo que ela foi degolada e teve seu rosto cortado com cacos, o assassino é confesso e está solto pela juíza que é mulher e mãe; que o libertou para responder em liberdade, invocando a lei Lei Maria da Penha (nº 11.340) que é considerada um marco na defesa da mulher contra a violência. Clamamos por justiça, que este caso seja reavaliado. A senhora também é mulher e mãe. A dor da mãe é terrível com a perda da filha e ainda a injustiça sofrida.
    Obrigada, cidadã brasileira.

  17. Andreza Alcantara abril 28, 2011 at 11:18 am #

    Patricia recebi essa mesma resposta, eh uma burocracia realmente… vou tentar entrar em contato com a familia dela na comunidade do orkut e verificar se ja existe alguma manifestacao.

  18. Patricia abril 29, 2011 at 12:59 am #

    Andreza, faça isso mesmo. Procurei a comunidade e não consegui achar mais, mas se não me engano ela está no site “gabriela sou da paz” também.
    Eu escrevi outro e-mail à Presidenta. Eu não temo nada quando meu coração me manda. Uma resposta burocrática dessas para um horror desses.
    Eu estava vendo na VEJA a consciência dos jovens franceses, herdada da Revolução. O povo se defende, não deixam fazer com eles ou seus cidadãos o que querem. Quando Sarkozy foi mexer na aposentadoria, jovens que ainda iam começar a trabalhar formaram uma imensa manifestação. E aqui no Brasil? Podem mexer com teu bolso, te roubar, políticos e bandidos, abusarem das crianças, tirar a tua vida e dos filhos do teu próximo, que está tudo bem. Aí chega tua vez, e você vai reclamar na justiça. Cheguei a deixar um resumo da carta prontinha no meu faceboook. Poucas pessoas comentaram da juíza, e teve um que disse ainda que não gosta de ler essas coisas. Eu lhe respondi “essas coisas” fazem parte da sociedade a que qualquer um está sujeito. É uma questão de solidariedade e cidadania.
    Andreza, te agradeceria muito se conseguisse pedir à família dela se pudesse orientá-los a mandar a petição com os documentos, porque eu não consegui mais achar os links. Porém, vou tentar de novo e postar nas comunidades de pais ativos contra a violência.
    Fica com Deus

  19. Patricia abril 29, 2011 at 1:03 am #

    Ah, Andreza as pessoas podem fazer caminhada, acho bonito como homenagem, mas no Brasil infelizmente não se importam com isso, temos que atacá-los diretamente. É na lei injusta que eles acham brechas a favor do assassino, vamos mostrar a eles que podemos achar a favor das vítimas e que façam valer o salário que lhes pagamos!

  20. Patricia abril 29, 2011 at 1:15 am #

    Loura…em qual literatura você presume que esse ser se baseou? Ele foi frio, isso sim, e o crime aconteceu porque ele se sentiu rejeitado, achou que a moça devia retribuí-lo, mexeu com o ego dele, nem foi paixão maldita, foi falta de respeito até para chegar e falar isso à moça a quem a família dela pagava para prestar serviços, mas de novo digo, aqui no Brasil o povo perdeu o limite das coisas, não tem educação. Eu não tenho isso de “ah, o Brasil”, patriotismo cego, isso é mais uma máscara política neste país sem lei, e de povo passivo, co-responsável.
    E por que ela fez bem? O monstro está solto! Ela fez bem em deixar o monstro solto por quê?
    De repente ele vai na casa dela agradecer e tem uma paixão maldita também, vai saber…isso acontece muito. Há esses advogados que libertam criminosos e depois são vítimas deles. Há uma espécie de “envolvimento.” Aqui mesmo houve um caso de uma dessas advogadas que só queria saber do dinheiro e depois teve sua casa invadida e passou por momentos de terror com o bandido que defendeu. Será que a “letrada” já ouviu falar nisso?

  21. Andreza Alcantara abril 30, 2011 at 11:42 am #

    Patricia, deixei um recado na comunidade do orkut http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=112227669
    Vamos ver se alguem entra em contato…
    Concordo com vc, acho que a injustica vem muito da acomodacao do povo, nao adianta somente se indignar e nao fazer nada. Porque em outros paises as coisas funcionam? Concordo que a cobranca eh um direito e eh fundamental!

  22. Fabiano Figueiredo abril 30, 2011 at 9:54 pm #

    O calo só doí em quem o tem. Certas pessoas não se sensibilizam com a dor alheia. E quem ama não mata! Esse porteiro é um psicopata, sem dúvida, e portanto não pode conviver em sociedade.É um absurdo um monstro desses ainda estar solto! Por causa de juízas como essa senhora Louro que a nossa justiça é a m* que é!

  23. Patricia maio 10, 2011 at 12:05 am #

    Glória, adiantou o povo gritar sim: muita gente reclamou, e-mails nas comunidades da Mariana foram enviados em massa ao Ministério Público, a família dela principalmente, que estava muito vulnerável ao monstro, lutou; e o resultado foi que a sentença “desatino de paixão” da juíza (desatinada era a própria, o assassino, um psicopata) foi anulada:

    http://migre.me/4uYmh

  24. Robério Cunto Xavier maio 12, 2011 at 9:18 pm #

    Uma grande tristeza perder um filho. Acredito que tais crimes não podem passar impunes. Uma boa estratégia para tentar chamar atenção do ministério público e dos demais orgãos judiciários seria a abordagem desses temas nos meios de comunicação, podendo utilizar novelas para defender causas sociais. Você, Glória, sempre se destacou por isso, quando discutiu assuntos tão importantes para o nosso país. Temas que, apesar da relevância da discussão, ainda continuam sofrendo preconceitos por parte da opinião pública ( discussão sobre drogas e loucura). Sou estudante de Medicina e atualmente passando pela cadeira de medicina legal. Fico chocado ao ver que tantos jovens, com idades iguais ou próximas à minha, estão falecendo. Gostaria que você, Glória Perez, abordasse o tema de morte violenta na juventude em sua próxima novela. Acredito que será um grande desafio em sua carreira, já que você é uma das vítimas dessa problemática, como tantas outras nesse país. Desejo todo o sucesso em suas próximas obras e que você possa continuar usando-as para denúncia de causas sociais.

  25. Patricia maio 14, 2011 at 5:22 pm #

    Glória, meus autores preferidos são você e Manoel Carlos. Vocês sempre abordam a realidade que muitos escondem.
    Compreendo e muito se você não puder, mas o Robério tocou em um ponto importante, a omissão do governo (e do povo, que não quer saber de nada pois não é com ele), fazer o povo acordar um pouco para isso. E também sugiro o que sente uma mãe em luto, as mães de novela que perdem os filhos choram um dia no outro estão:”A vida continua”, coisa que como bem sabemos é irreal para nós. Nunca vi tratarem o assunto da perda de um filho ou filha com a seriedade devida, como a sociedade vê essa mãe, como não respeitam nem a morte de nossos filhos…
    Sabe Glória, nenhuma de nós escapa de ouvir comentários horríveis (e maldosos) no nosso maior momento de dor. Eu tenho um problema congênito no pulmão direito, por causa disso já passei até por suspeita de tumar uns seis anos atrás, até descobriram que na verdade é uma “atresia”, algo raro, e meu pulmão direito é mais fragilizado que o esquerdo, tive pneumonia uma vez, fiquei três semanas, mas sobrevivi, infelizmente, porque preferia ter morrido a passar o que estou sofrendo agora. Então Glória, minha filha faleceu em Outubro de 2009; de uma broncopneumonia. Ela não tinha nada nos pulmões, quatro meses antes havia feito tomografia e tudo mais, tudo certo.
    No mês de julho de 2009, teve aquele surto da gripe suína, e minha mãe por causa do meu pulmão ficou com medo que eu pegasse pneumonia, porque eu ia para o trabalho cedo, de ônibus, e voltava tarde, e aqui em Curitiba quase o ano todo é frio, no inverno então é muito, muito frio. O pessoal chegava a usar máscaras nos shoppings, nas ruas. Para deixar minha mãe tranquila, eu fui me vacinar e chamei minha filha para ir também, ela não foi, não adiantou insistir, devido à insistência até da minha avó que me ligou eu fui e eu ´pensei, por ironia desse destino, eu vou, e se acontece alguma coisa comigo, e minha filhinha?
    Cheguei atrasada no trabalho no outro dia com a declaração e comentei normalmente com umas colegas que fui tomar a vacina contra a pneumonia, por causa do H1N1.
    Passou.
    Aconteceu então esse horror na minha vida, essa doença traiçoeira que levou minha filha da noite para o dia, um tipo de pneumonia que quando mostra a gravidade, é muito tarde. Depois do que aconteceu com minha filha, soube de muitos outros casos, até no grupo de luto que frequento, uma mãe que perdeu dois filhos, um deles um rapaz de vinte e poucos anos dessa mesma pneumonia, ele só viveu um dia a mais que minha filha a partir da manifestação.
    Então Glória, aqui estava eu, na cama, no escuro, e vinham as pessoas me visitar, eu de pijama, sem querer comer(tinham que me colocar comida na boca). Um dia, vieram duas do trabalho e puxaram as cadeiras do meu lado. Sabe o que uma disse? “Patricia, a *fulana* (falando da outra ao lado) estava lembrando que você tomou vacina para pneumonia.”
    Sabe Glória, eu nem lembrava que eu havia tomado aquela vacina, e aquelas pessoas vem trepudiar em cima da minha dor…sete meses depois de ter perdido minha filha, eu com os olhos inchados de chorar, uma mulher(que é mãe), me encontrou na escadaria do prédio – eu evito que me vejam assim, porque daí vem com aqueles clichês que eu não suporto – ela me perguntou o “porquê” de eu estar chorando. Eu respondi: “Como assim? Por causa da minha filha!” Ela teve o cinismo, cretinice, seja lá o que for de dizer:”Ainda isso?”, Glória, eu não acreditei. Disse a ela, “filho é para sempre!”, e gente, ela é mãe.
    E soube de muitas outras amigas quer ouviram insinuações, maldades, perfídias. Eu estava lendo uma entrevista sua de 1993 na VEJA, e vi que você também passou por isso, sendo que você simplesmente escrevia uma novela, e em vez daquele padre maluco culpar os psicopatas, falava do “enredo” da novela ou coisa assim. Isso é gente? É de carne e osso? E se fosse filho deles? Isso é pisar em quem já está no chão, em quem está tendo a maior frustração da vida, que é perder um filho.
    Glória, eu como disse, penso em você, na Zilda Arns, na Christiane Torloni, na Cissa, nas minhas amigas do grupo de luto, é como se formássemos uma corrente invisível e desvalorizada e até aviltada. Desculpe a postagem tão grande.

  26. Patricia maio 14, 2011 at 5:26 pm #

    Porém, não completei: penso em você e nelas como exemplo de que a sobrevivência é possível apesar de dilaceradas, por nossos filhos, que não gostariam que desistíssemos da vida. Porque eu acredito que não acaba aqui. Não pode ser.
    Abraços,
    Patricia

  27. Yasmin Villefort junho 3, 2011 at 1:17 pm #

    Que absurdo! “Eu amava demais +… aconteceu.” Que isso!
    Fato isolado, alguém dominado por uma paixão maldita, é por essas e por outras que esse lance de “paixão” não sai de moda, todo mundo sai colocando a culpa na tal da paixão pra matar! Olha nem sei o que dizer mais, revoltante, muito absurdo.
    Quero saber em que pé está este caso hoje! Soube que foi preso novamente, mas mesmo assim, a primeira decisão de libertá-la é absurda.
    Por falar em absurdo, eu só fui saber através de vc Glória, em postagens suas, que os assassinos da Dany só ficaram presos antes do julgamento, por segurança deles, devido à revolta da opinião pública, não foram presos devido ao crime cruel e grau de periculosidade que apresentaram, e sim, pra que não fossem linchados nas ruas. É medonho tudo isso viu.

  28. Yasmin Villefort junho 3, 2011 at 1:18 pm #

    *libertá-lo desculpe, escrevi errado. É a revolta, saí atropelando as letras.

  29. Jonas Eiras julho 27, 2011 at 6:25 pm #

    As vezes certas coisas que vejo e recebo como informação me tira toda alegria de viver no dia.
    Os americanos com todo seu capitalismo selvagem,tentam,e
    quase sempre fazem justiça em casos bizarros dessa natureza
    é tudo tão demoniaco…Me lembro quando vi detalhes do assas-
    sinato de SHARON TATE”Numa revista manchete de 1979,nunca mais aquilo saiu da minha cabeça.hoje em 2011 sei que todos da familia manson que participaram estão onde deveriam esta.apodrecendo vivos,Susan Atkins pediu para morrer em casa
    pois tinha cancêr e lhe foi negado,morreu onde devia.numa cela.
    Nunca quis cogitar isso, mais algo de muito horrivel esta por traz de mortes como de danny perez.pergunto-me se glória Perez não pensa se sua filha foi vítima de um sádico ritual satanico…Algo na morte de danniela Perez me angustia muito,me causa uma tristeza incomum…tal qual o de” sharon tate’.algo que oprme e fere sem a gente saber porque,mais é intenso.Vc é uma mulher forte glória.Não sei qual seria minha atitude.acredito que pena de morte para esse tipo de gente é presente…não se pode trazer uma vida de volta…o maximo que eu sentiria seria o forte desejo que tudo não passasse deum sonho RUIM,Eque não tivesse acontecido.Nada pode mudar o fato .Acho que isso é que me mataria todo dia.Deus seja contigo.respeito muito sa dor.Pois eu não poderia conviver com isso.A Familia TATE Até hoje é uma familia atormentada.mesmo com os rigores da justiça sobre os ‘Manson”

  30. Denise agosto 10, 2011 at 1:01 pm #

    Alguns juízes e juízas deste país enlouqueceram!!!!
    Vejam o caso da pequena Joanna Marcenal… Torturada brutalmente pelo próprio pai…A quem foi entregue por ordem de uma juiza.. agora morre novamente pelas mãos do judiciário que não o mandará para o Juri Popular…
    Abaixo-assinado para pedir a prisão e punição de todos os envolvidos na morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, de apenas 5 anos Para: Presidente da República Federativa do Brasil, Congresso Nacional do Brasil, Supremo Tribunal de Justiça, Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, era uma menina linda, feliz e cheia de saúde e vida. Teve a vida e os sonhos destruídos pela tortura e crueldade, na casa de seu pai, o funcionário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, André Rodrigues Marins, e sua mulher, Vanessa Maia Furtado Marins. Para evitar que isso aconteça com outras crianças e pela memória de Joanna estamos organizando um abaixo-assinado para pedir a prisão e a punição de TODOS os envolvidos no caso: desde a juíza que reverteu a guarda, passando pelas psicólogas que produziram um laudo sem conversar com a Joanna, o avós paternos que estavam em todos os atendimentos médicos, o falso médico a e médica que contratou o falso médico.

    Tudo começou em maio de 2010. A Juíza Claudia Nascimento Vieira, da 1º Vara de Família de Nova Iguaçu, com base nos relatos das psicólogas Roberta Carvalho e Vania Sueli Mafra – que nunca ouviram Joanna -, alegou que a criança sofria de alienação parental, ordenando a inversão de guarda da mãe para o pai, por 90 dias, sem que a mãe pudesse ter contato com a filha. Joanna foi entregue ao pai no fórum de Nova Iguaçu no dia 26 de maio de 2010 em perfeitas condições de saúde, atestadas e DOCUMENTADAS por funcionários do fórum. Dia 19 de julho de 2010 a mãe de Joanna recebe um recado no seu trabalho informando que Joanna estava em estado gravíssimo no Hospital Amiu, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

    Quando a família materna chega ao hospital não encontra o pai de Joanna lá e o estado se confirma. Joanna estava em coma gravíssimo, com suspeita de morte cerebral. Um choque para todos, já que Joanna nunca tinha frequentado hospitais antes, a não ser para COMEMORAR a chegada de seus dois irmãos mais novos. Assim que entrou para ver a filha, a mãe de Joanna viu que a menina estava cheia de hematomas nas pernas, nos braços, no rosto e com queimaduras na região do peito e uma queimadura enorme nas nádegas. O conselho tutelar do Rio de Janeiro foi chamado, mas não compareceu ao hospital. O conselho tutelar de Nova Iguaçu atendeu ao pedido, compareceu e constatou maus tratos.

    Depois disso, foram 26 dias de angústia, sofrimento e plantão 24 horas da família materna e de amigos, que NUNCA deixaram Joanna sozinha por um minuto sequer, mesmo quando proibidos pela mesma Juíza Claudia Nascimento Vieira. É exatamente isto que você leu. Mesmo em coma gravíssimo, depois de alguns dias em que Joanna estava internada no hospital, a juíza ordenou que as famílias maternas e paternas tivessem dias alternados de visitas. Durante os dias de visita da família paterna, os familiares não demoravam nem 10 minutos no hospital. Enquanto isso, a família materna passava dias e noites do lado de fora do hospital para apoiar a mãe de Joanna, Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz que, mesmo sendo médica e sabendo do estado gravíssimo da filha, acreditava em um milagre. Foram longas horas de oração, sofrimento e muita solidariedade.

    Durante alguns dias, a avó paterna de Joanna, Helena Marins, ligava para o hospital para dar diferentes versões do que tinha acontecido com Joanna e os motivos dos ferimentos. TODOS os relatos estão documentados nos prontuários médicos, inclusive uma parada cardíaca que Joanna teve assim que o pai a visitou no hospital. Mas, infelizmente, Joanna não resistiu e no dia 13 de agosto faleceu. Com ela foi embora toda a alegria e a esperança de um mundo melhor, a vida de sua mãe, o sorriso de seus irmãos (que ela amava de paixão), de seu padrasto e de todas as pessoas que conviveram com ela durante os seus 5 anos de vida. Muito pouco tempo. Deixou saudades que o tempo não vai curar e uma dor que nunca vai passar.

    Depois de sua morte, apareceram vários relatos de que Joanna sofreu diferentes tipos de tortura física e psicológica dentro da casa do pai e, como se não bastasse, ainda foi atendida por um falso médico no Hospital Rio Mar. Enquanto esteve com André, Joanna passou por alguns hospitais, inclusive com a presença de seus avôs paternos, sendo atendida pelo nome de sua irmã paterna, Maria Eduarda Maia Furtado Marins em algumas consultas. Seria uma forma de ocultar o que estava acontecendo com Joanna? Em uma das poucas vezes que falou com a imprensa, André confessou, em rede nacional, que deixava Joanna amarrada no chão e suja de fezes e urina. Na mesma ocasião fez questão de avisar que PERSEGUIRIA qualquer pessoa que se colocasse contra ele.

    Vale lembrar que além de trabalhar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, junto com uma tia que é promotora, André utiliza o corporativismo a seu favor. Em uma das vezes que não devolveu Joanna para a mãe, em 2007, quando o oficial de justiça foi até o apartamento de sua mãe para verificar se Joanna estava lá, o mesmo foi ameaçado pelo então Deputado Federal Antonio Carlos Biscaia, casado com a tia promotora de André. Todo este episódio foi documentado pelo oficial de justiça e constava no processo de visitação de Joanna. Além disso, em 2007, em uma das voltas da visita de Joanna, foi constatado pelo IML que ela sofreu maus tratos. Este processo ficou parado durante 3 anos. Este ano, enquanto Joanna estava internada no hospital, chegou até a família materna uma gravação da promotora Elisa Pitaro durante uma aula onde ela fala que conhece André e que ia arquivar esse processo de 2007. Só nesta ocasião a família materna soube que a promotora do primeiro caso de maus tratos contra Joanna era Elisa Pitaro, que era professora de André na Escola de Magistratura do Rio de Janeiro.

    Uma seqüência de tragédias tirou a vida de Joanna. Não podemos ficar quietos, não podemos deixar que um caso como esse seja esquecido e termine em impunidade por conta da influência de seus envolvidos. Uma criança indefesa e inocente morreu sem ter ajuda. Não conseguiremos trazê-la de volta, mas agora precisamos lutar, para que a partir da punição dos envolvidos, possamos evitar que outros anjinhos sejam vítimas da insensatez humana. Faça a sua parte, participe desse abaixo-assinado e nos ajude a mostrar a indignação de toda a sociedade brasileira.

    NOME DAS PESSOAS ENVOLVIDAS NO CASO JOANNA:
    Pai: André Rodrigues Marins (preso)
    Madastra: Vanessa Maia Furtado Marins (em liberdade)
    Médica: Sarita Fernandes Pereira (estava presa mas foi solta dia 16 de dezembro)
    Falso Médico: Alex Sandro da Cunha (fugitivo)
    Avô paterno: José Gomes Marins
    Avó paterna: Helena Marins Rodrigues Marins
    Psicóloga do fórum de Nova Iguaçu: Roberta Carvalho
    Psicóloga do fórum de Nova Iguaçu: Vania Sueli Mafra
    Juíza: Cláudia Nascimento Vieira
    Promotora: Elisa Pittaro

    Mais sobre o caso, consulte o site: http://casojoannamarcenal.blogspot.com/

    POR FAVOR AJUDEM A DIVULGAR!!!!
    NÃO VAMOS DEIXAR JOANNINHA MORRER NOVAMENTE!!!

    Denise
    uma mãe

  31. Isabela agosto 11, 2011 at 10:03 am #

    Que repugnante o que fez essa juíza!
    Uma pessoa tão perigosa quanto a esse assassino, pois não compreender a atrocidade que esse cidadão fez é conscentir com esse monstro!!!!

    Infelizmente vivemos num país que temos que pedir a Deus todos os dias para que nada de ruim nos atinja, pois teremos que conviver com a dor pelo que hove bem como a dor da impunidade.
    Amo tanto meu país que acredito bem lá no fundo que existam pessoas de bem, com caráter capazes de mudar esse cenário!

    Beijos Glória,
    Sua fã do Acre
    Isabela Sobrinho

  32. Marcella agosto 22, 2011 at 4:49 pm #

    Ridicula a atitude dessa juíza.Soltar um criminoso psicopata desses é um desrepeito não só a familia da vitima,como a todos os cidadãos que como eu,tem sede de justiça e sofre ao ver um caso desses.Quer dizer então que se eu não tiver um amor correspondido eu vou ter o direito de matar o meu objeto de desejo ou vice versa? O “amor” agora é justificativa para atos bárbaros? Lembro-me bem,apesar de na época ser muito criança o que se falava na época do assassinato da Daniella.”Ah ele se apaixonou por ela,por isso a matou”.Em primeiro lugar assassinos como o da Mariana e o da Dany não amam a ninguém porque são desprovidos de sentimentos.Agora é muito dificil,principalmente para nós mulheres escutarmos uma coisa dessas pois é o cumulo do machismo.É aquele tipo de coisa:” Ela foi estuprada porque estava de minissaia”.É assim que a coisa anda nesse país.

  33. Luciano Lima janeiro 2, 2012 at 3:47 pm #

    Gente é o fim do mundo!
    Queria saber se esse monstro sentisse essa “paixão maldita” que esta Dra. se refere, por algum parente dela. Inclassificável esta decisão. Estamos vivendo com medo, por falta de justiça. Lamentavelmente é muito triste ouvir este tipo de notícia.

  34. Patricia abril 16, 2012 at 7:10 pm #

    O apelo coletivo surtiu efeito. A desembargadora anulou a decisão da juíza louca e ordenou a prisão do monstro, que agora aguarda julgamento (até onde tinha lido, preso).
    Foi feita uma campanha massiva para mostrar que O POVO SE EMOCIONOU, SIM!!!
    QUEM É ELA PARA FALAR POR NÓS, FARTOS DE INJUSTIÇA???
    O assassino foi preso durante uma reunião de “alcóolotras anônimos. “

  35. Juliano maio 9, 2012 at 5:39 pm #

    Acho que esse cara devia se apaixonar por essa juíza!

  36. Ingrid Andrade Sousa Freitas agosto 10, 2012 at 2:22 pm #

    Gente! Eu estou vendo isso mesmo? Será que entendi mal?

  37. Soffia agosto 22, 2012 at 1:36 am #

    Deus é justo, se a justiça da terra falhar, Deus é justo, muito justo !!!

    Deus nunca falha !!! Creio nisso, e isso nos fortalece muito !

  38. Isa novembro 7, 2012 at 7:57 pm #

    Não foi minha filha, foi minha mãe… Assassinada brutalmente pelo ex namorado q não aceitou um “não”. Qd digo brutalmente pensem no pior, no sofrimento, na luta sem chance de defesa, na impossibilidade de se levantar e buscar ajuda enquanto a vida se esvaía. Caixão lacrado, desfigurada, uma mulher tão linda. Ele está preso, será indiciado, mas não confessa. Passaremos pelo inferno de um júri popular, de advogados revirando a vida de minha mãe pra virar o jogo. Mas a pior condenação, é ter q viver sem ela. Nunca mais o abraço, o sorriso, o consolo. E é muito pouco saber q na melhor das hipóteses ele ficará uns seis ou sete anos preso. Quem é condenado no Brasil? Precisamos mudar isso. Nada trará minha mãe de volta, mas é revoltante demais saber q a família tem uma condenação mais amarga do que um assassino. Que país é este? Da impunidade?

  39. GISELE março 26, 2013 at 11:55 am #

    Em 1997, entrei na Faculdade de Direito(UNISUAM), antiga SUAM em Bonsucesso, Rio de Janeiro. Já naquela época já se falava em reforma do Código Penal, e do Código Processual Penal. E até agora, 16 anos depois nada mudou. Tais leis são arcaicas, falhas. E é isso o que garante a impunidade. Se isso continuar, assassinos empedernidos com uma pena branda, que em poucos anos os colocarem em liberdade, se não for feito nada para mudar isso, o povo vai acabar fazendo justiça com as próprias mãos. Pode parecer besteira o que estou dizendo, mas é o que vai acontecer. Ninguém está aguentando mais.
    Quem viver verá.

  40. diovania agosto 10, 2013 at 10:10 pm #

    eu acho que a nossa justiça é injusta e que este direitos humanos tinha que servir só para quem trabalha na gangue dos direitos humanos

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