Black is beautiful!

Sei que muita gente discorda, e estou aberta para que me convençam do contrário, mas não consigo engolir essa imposição do politicamente correto de se referir aos negros como “afro descendentes”!

Coisa mais descabida! já começa pelo fato de que a expressão induz a êrro: nem todo africano é negro! e afro-descendentes, com maior ou menor distância, somos praticamente todos nos, os brasileiros!

A expressão soa discriminatória: porque usar um termo acadêmico para se referir a uma parte dos brasileiros? esse “cuidado”, esse “tocar com luvas” cria distanciamento entre gente do mesmo povo! Não me refiro aos outros brasileiros como indo-europeus descendentes, nipo-descendentes e vai por aí. Quando se quer identificar uma pessoa de quem nao se sabe o nome, muitas vezes se recorre às caracteristicas fisicas: é a fulana, aquela magrinha, aquela gordinha, aquela japa, aquela branquinha, aquela loirinha, aquela morena, aquela pretinha, aquela ruivinha! e se não há ofensa em ser loura, japa, branca, morena, porque haverá ofensa em ser negra?

É claro que todas essas palavras podem ser ditas de maneira ofensiva, mas isso é outra coisa: as expressões, em si, não guardam ofensa nenhuma.

Não ignoro, como ninguém pode ignorar, os preconceitos que ainda são fortes e dissimulados por aqui! e apoio integralmente a penalização de toda e qualquer discriminação que qualquer brasileiro negro possa sofrer. Discordo é da maneira como essas justissimas reinvindicações estão sendo feitas hoje!

Bem mais bacana era quando se tratava de resgatar o orgulho e a beleza de ser negro! vamos lembrar?

 

19 Responses to Black is beautiful!

  1. João Paulo abril 24, 2011 at 7:14 pm #

    Boa Glória também não gosto, que bobagem é essa de afro descendente pra mim uma mascara descarada para preconceito. Eu sou negro e não gosto dessa citação.

  2. Éder abril 24, 2011 at 7:20 pm #

    Achei interessante, e o mesmo deveria se pensar do termo raça, substituí-lo simplesmente por etnia é apenas criar um eufeminso de um problema presente nas nossas raízes históricas. Mais do que mudar os termos é preciso ressignificar as narrativas em torno das identidades, para se compreender o espelho entre o eu e o Outro.

  3. Aliny. abril 24, 2011 at 7:58 pm #

    Concordo totalmente com você.
    E acho o politicamente correto uma merd*.

  4. Dinho abril 24, 2011 at 8:12 pm #

    Gloria, quando teremos ua novela que tenha um soropositivo que viva com saúde e mostre que a pessoa que vive com virus hoje, vive com saúde e qualidade de vida, que essa realidade possa contribuir com a quebra desse preconceito a nos acometidos por essa doença. Obrigado
    Dinho

  5. Mauro Mendonça Filho abril 24, 2011 at 8:33 pm #

    Eu sempre gosto de chamar as pessoas do jeito que elas gostam de ser chamadas, seja pelo nome, credo ou cor. Não se chama ninguém de gorda, pelo menos na frente dela. Mas magrela, até dá. Quando você chama uma mulher de “minha preta”, com suíngue na voz, ela sabe que você a admira e gosta de ouvir. Mas quando dá alguma merda na rua e alguém diz que foi um “crioulo safado”, a merda se espalha pra todo lado. Preconceito sai do coração. Usar afro-brasileiro coloca de lado a questão, mas também esconde debaixo do tapete. Quem tem voz e coração livre, como é o seu caso, deve ter passe livre para afirmar o orgulho que se tem da miscigenação brasileira… e até para chamar urubu de meu louro. bjs

  6. Leo Jaime abril 24, 2011 at 8:43 pm #

    Concordo. Preto é cor, negro é raça e afro-descendente é condescendente. Raça só existe uma: a humana. Cores cada um tem a sua.
    Bjs

  7. Chris abril 24, 2011 at 8:57 pm #

    Glória,

    Vc, como sempre, muito sensata em seus textos. Concordo plenamente com vc: uma besteira e uma chatice essa história toda! Afinal, black is beautiful!

  8. Priscila Rodrigues abril 25, 2011 at 4:59 am #

    Vc falou tudo!!Cada dia que passa cresce mais ainda minha admiração por vc,ser essa pessoa incrivel que é.Somos iguais,sem diferença nenhuma.Penso assim-:))Black is beautiful!

  9. Leda Nagle abril 25, 2011 at 8:26 am #

    Como você seu texto ė coerente e lúcido!

  10. Leda Nagle abril 25, 2011 at 8:28 am #

    Como você,seu texto ė coerente e lúcido. Gostei muito.

  11. Lula Portugal abril 25, 2011 at 8:54 am #

    OO termo “afro-descendente” é uma palavra inspirada nos movimento de ação afirmativa (valorização das origens) e no vocabulário politicamente correto criados nas universidades norte-americanas nos anos 1980-90 para designar os descendentes de escravos africanos. Como lá só são considerados “americanos” os brancos descendentes de ingleses, cabendo, tradicionalmente, aos outros, o tratamento de “índios”, “negros”, “judeus”, “italianos”, “irlandeses”, “latinos”, etc., e nem sempre nestas formas, mas, sim, de maneiras pejorativas (algo como “crioulo”, “carcamano”, e por aí vai), a ação afirmativa e o vocabulário politicamente correto resolveu empregar novos nomes, isentos de conotações negativas. Pois na cultura ocidental, a própria palavra “negro”ou “negra” pode assumir um sentido maléfico, ou simplesmente ruim: pense em expressões como “magia negra”, “reino das trevas”, “nuvem negra”,”a coisa está preta”, e outras.
    Tudo o que fizemos foi copiar um uso norte-americano, e sem reflexão. Porque se lá parece necessário diferenciar um “american” de um “afro-american”, para nós tudo é diluído numa única palavra: “brasileiros”.

  12. Lula Portugal abril 25, 2011 at 9:07 am #

    Oi Gloria

    Pelo que sei o termo “afro-descendente” é inspirado nos movimento de ação afirmativa (valorização das origens) e no vocabulário politicamente correto criados nas universidades norte-americanas nos anos 1980-90 para designar os descendentes de escravos africanos. Como lá só são considerados “americanos” os brancos descendentes de ingleses, cabendo, tradicionalmente, aos outros, o tratamento de “índios”, “negros”, “judeus”, “italianos”, “irlandeses”, “latinos”, etc., e nem sempre nestas formas, mas, sim, de maneiras pejorativas (algo como “crioulo”, “carcamano”, e por aí vai), a ação afirmativa e o vocabulário politicamente correto resolveu empregar novos nomes, isentos de conotações negativas. Pois na cultura ocidental, a própria palavra “negro”ou “negra” pode assumir um sentido maléfico, ou simplesmente ruim: pense em expressões como “magia negra”, “reino das trevas”, “nuvem negra”,”a coisa está preta”, e outras.
    Tudo o que fizemos foi copiar um uso norte-americano, e sem reflexão. Porque se lá parece necessário diferenciar um “american” de um “afro-american”, para nós tudo é diluído numa única palavra: “brasileiros”.
    Sugiro aos que se interessam pelo tema que leiam ( busquem através do Google) o interessante texto de Sivia Mara de Melo “O Sentido da Palavra Afro-Descendente nos Textos da Mídia: uma questão de agenciamento político”, produzido por ela após ter lido um texto de Mário Prata a respeito da linguagem.
    Bj Glória.
    L.

  13. Lula Portugal abril 25, 2011 at 9:11 am #

    Oi Gloria

    Sugiro aos que desejem um afrofundamento sobre o tema que leiam ( busquem através do Google) o interessante texto de Sivia Mara de Melo “O Sentido da Palavra Afro-Descendente nos Textos da Mídia: uma questão de agenciamento político”, produzido por ela após ter lido um texto de Mário Prata a respeito da linguagem.

    Acho que o termo “afro-descendente” é inspirado nos movimento de ação afirmativa (valorização das origens) e no vocabulário politicamente correto criados nas universidades norte-americanas nos anos 1980-90 para designar os descendentes de escravos africanos. Como lá só são considerados “americanos” os brancos descendentes de ingleses, cabendo, tradicionalmente, aos outros, o tratamento de “índios”, “negros”, “judeus”, “italianos”, “irlandeses”, “latinos”, etc., e nem sempre nestas formas, mas, sim, de maneiras pejorativas (algo como “crioulo”, “carcamano”, e por aí vai), a ação afirmativa e o vocabulário politicamente correto resolveu empregar novos nomes, isentos de conotações negativas. Pois na cultura ocidental, a própria palavra “negro”ou “negra” pode assumir um sentido maléfico, ou simplesmente ruim: pense em expressões como “magia negra”, “reino das trevas”, “nuvem negra”,”a coisa está preta”, e outras.
    Tudo o que fizemos foi copiar um uso norte-americano, e sem reflexão. Porque se lá parece necessário diferenciar um “american” de um “afro-american”, para nós tudo é diluído numa única palavra: “brasileiros”.
    Bj Glória.
    L.

  14. Patricia abril 25, 2011 at 5:15 pm #

    Glória, estava exatamente comentando isso uns dias atrás. A maioria no Brasil é afro descendente. Acho que essa separação, e a própria palavra “diversidade” é uma discriminação. Por que o negro é “diverso”? Todos nós somos! Cada um é único!

  15. Cláudia P. abril 25, 2011 at 6:27 pm #

    Boas!

    Discussão bastante interessante!

    Eu evito usar diminuitivos ao máximo, principalmente, em relação à pessoas adultas e com quem quem não tenho nenhum tipo relação afectiva. Parece condescendente, parece o que o próprio termo é… “diminuitivo”, redutor. Ou então parece que estou a tentar amenizar a determinada caraterística de uma pessoa, mas se, por exemplo, se a pessoa é “negra”, porquê amenizar?

    Acho que um homem adulto, pai de família, um senhor, qualquer senhor, ou senhora, merece ser tratado de forma igual e respeitosa. E devido à vários factores sociais, eu nunca descrevi um homem adulto, de “pretinho”, “branquinho”. Já usei “gordinho” e “gordinha”, mas acabei por perceber, que não se afastava muito dos motivos de não usar os outros termos citados acima. Eu já usei “loirinha” para me referir à uma personagem de novela, que não e não adorava. Então sim, de forma redutora. Também, as pessoas adultas de estatura baixa, tamanho, que muita gente tem mania (até eu por vezes disse essas gafes) de usar diminuitivos em relação à elas, como tivessem a referir-se à crianças. Para boa parte dessas pessoas, são termos que os frustam e incomodam, os limitam. Noutros casos: “Gay+zinho”, é uma palavra sem qualquer cabimento; “cientista+zinho”, etc…

    Tento evitá-los ao máximo. Infelizmente, nem sempre consigo. Mas se há palavras que incomodam muito, até stressam ou pior, sobre a nossa maneira de nos referir ou dirigir ao próximo, às caraterísticas do outro, e que podem ser evitadas para uma melhor convivência entre nós, num mundo que é cada vez mais difícil, uma vez tendo consciência disso, porque não tentar evitar? E se não conseguir evitar, e ter noção que foi impróprio, mostrar que não teve intenção de desrespeitar.

    Até dentro quatro paredes, com uma criança por perto, que vai repetir lá fora, e acaba por absover muito dos nossos erros; ou perante outra pessoa, que pode ficar com uma falsa impressão do que nós pensamos sobre outras.

    Porém, eu não vejo qualquer problema em usar palavras como “branco”, “preto”, “ruivo”, “loiro”, “gordo”, “magro”. O politicamente correto às vezes chega a ser engraçado. Por exemplo, aqui em Portugal o mais apropriado para se referir à um “gordo” é “forte”. E é isso que se ensina às crianças, não falar que alguém gordo, está gordo. Outro exemplo, eu sou mestiça, e um colega meu estava quase a dizer a palavra “preto” (para se referir à um outro indíviduo), mas olhou para mim e resolveu dizer “de cor”. Aqui, o politicamente correto para preto é “de cor”. Não se costumava usar “negro”, quase nunca, até que o “Obama” se tornou presidente, e resolveram usar o termo como os brasileiros. Como os pretos ricos dos EUA, não fossem pretos, nem brancos, são… negros???

    O mais curioso é que negro=nigger nos States é um termo significantemente pejorativo, principalmente, quando usado por brancos. “Today “nigger” is one of the most offensive words in the English language (wikipedia)”. A palavra preto=black é bem mais aceite por lá.

    Confesso que também achava bastante estranho, há uns bons anos atrás, quando ouvia um branco a chamar preto à um preto, mas isso porque cresci a ouvir “de cor”. Mas já me acostumei, completamente. Prefiro mil vezes ouvir “preto” do que “de cor”! Infelizmente ainda tem muita gente, mesmo muita, boa e má, e não apenas branca, que gosta de usar “preto” de forma pejorativa em Portugal.

    “Um negro entra num bar e um branco diz que pessoas de cor não são permitidas.
    O negro disse : Eu nasci preto,quando estou com frio sou preto, quando estou doente sou preto,eu estou morto eu estou preto.
    Quando você nasceu, era cor de rosa,quando você está com frio é azul,quando está doente é verde, quando você está morto você está… roxo,mas você tem a lata de me chamar de cor?” (Não sei quem criou este texto, que já circula pelo menos há um par de décadas, mas tenho quase certeza que fez muito efeito.)

    Quanto à afro-descendente, à afro-brasileiro, eu ri quando ouvir esses termos numa novela pela primeira vez, “Um Anjo que Caiu do Céu”. Mas a consciência sobre o quão inapropriado são essas palavras só surgiu bem mais tarde. Segundo a teoria da evolução, toda a humanidade nasceu em África. Mas mesmo que não tivesse, o ser-humano tem milhares e milhares de anos, ninguém sabe a quantidade de vezes que já se misturou. No Brasil, então, que tem consciência do impacto da influência africana na sua identidade, a única diferença entre um negro e o branco, é que com o negro as suas raízes africanas estão ali, ao vivo, para quem quiser ver. Estampadas na sua fisionomia. Mas todos são afro-descendentes. Acho que mesmo que não fosse pelo sangue, a própria cultura brasileira está impregnada de África, ser brasileiro deve ser também beber da sua rica e bela cultura? Uma cultura que, em boa parte, é, afro-descendente.

    A diferença dos EUA, é que houve segregação e depois, por muito tempo, incentivaram muito as várias fontes culturais paralelas. Existem programas e canais de televisão, filmes, comediantes, música, rádios, etc, destinados especialmente à diferentes grupos étnicos – negros, latinos, etc,. Valorizaram muito à cultura de cada grupo, mas acabaram por não ver as barreiras que cresciam entre eles. No Brasil [isto é tudo na minha opinião], não é na etnicidade, cor ou raça que se encontram as principais diferenças culturais, é mais a nível da condição socio-económica, talvez até no regionalismo (porque cada estado deve ter aspectos culturais próprios). As principais e várias fontes culturais brasileiras, são e foram absorvidas, por brancos, negros, mestiços, independentemente da cor.

    Brasileiros, descendentes de africanos, de europeus, os dois, mas nenhum nem outro. Um africano branco, que nasceu, cresceu, e viveu toda a sua vida em África, e com nacionalidade, por exemplo, moçambicana — é africano. Um negro brasileiro, que nasceu, cresceu, e viveu toda a sua vida no Brasil, de nacionalidade brasileira — é brasileiro. E de nenhuma maneira, ele pode dizer que o moçambicano branco, é menos africano que ele. Do mesmo que um negro português, nascido, criado, e de nacionalidade portuguesa, é europeu. E nenhum branco brasileiro, que nunca pôs sequer os pés na Europa e que não pode ser cidadão europeu… pode dizer que é europeu.

    O que é ser afro-descendente? Todo mundo que for descendente de africanos, independentemente da cor. Darwin responderia – todo o mundo. Até se pode ser afro-descendente pela cultura. Portugal é um país afro-descendente. Os mouros, muçulmanos, africanos do norte de África, invadiram à Península Ibéria no século VIII, e estabeleceram-se aqui por séculos. Nos deram um contributo genético e cultural importante.

    O que é ser afro-brasileiro? Não sei! Ser brasileiro. Ser brasileiro, já não indica ter qualquer coisa de africano, nem que seja só um bocadinho, nem que seja só por assimilação cultural. O “afro” precisa mesmo de estar lá para estar lá???

    Sei lá!!! Complexo! Só sei que já escrevi demais… rsrs

    Beijos! E lhe desejo um final de dia execelente!

  16. Joao Batista Santos abril 25, 2011 at 8:23 pm #

    Gloria, vc está certíssima… O rótulo só aumenta o preconceito. No meu caso, prefiro que me chamem de maluco, do quê, portador de doença mental… Quem porta alguma coisa, é porque tem o poder de optar entre ter ou não ter… Eu não tive escolha.

    Tem uma coisa que me incomoda, seguinte:
    Agora virou moda, chamar os bairros pobres de “comunidade”… Imagine, o morro da Mangueira, rica em poesia, terra do Cartola, se transformar na simplória , “comunidade da Mangueira”. Ridículo!…

    Essa mania de usar novos termos, me faz lembrar dos judeus que foram marcados com estrelas, recolhidos em guetos e depois…Fim!

    Adorei o resgate da Elis Regina… Gosto daquela música: “Upa, afro descendente na estrada. Upa pra lá e pra cá…”

    BjOs

  17. Marianna abril 29, 2011 at 1:32 pm #

    Prezada Gloria,

    Gostaria, se possivel, de obter o seu email, caso esteja interessada no meu breve relato abaixo. Minha intenção é contar uma situação que vem ocorrendo na minha vida e na vida de muitas pessoas e acho que se fosse abordada em uma de suas novelas poderia ajudar muita gente. Decidi entrar em contato, pois não sei mais o que fazer para ajudar a minha mãe, que tem compulsão por compras (o que gerou dívidas monstruosas e arruinou as finanças da minha família). Acompanho seu trabalho com muita admiração. Espero que eu não a esteja incomodando e desde já, peço desculpas.

    Abs,

    Marianna

  18. Cristina maio 1, 2011 at 10:26 am #

    Impecable. Estoy totalmente de acuerdo. De igual forma me resulta rídicula esa manía de hablar de hombres y mujeres, niñas y niños, trabajadores y trabajadoras. Es una hipocresía creer que eso cambia el contenido. Además en Español se usa el plural en masculino y eso no ofende. Quien emplea esas expresiones de “uruguayos y uruguayas”, está cometiendo errores ortográficos y siendo fútil. De igual manera pasa aquí con el término “afrodescendiente” una manera “culta” de marcar diferencias. Al fin y al cabo, casi todos los americanos somos descendientes de infinitas mezclas de etnias.
    ¡Gracias por levantar el tema para debatir!

  19. Antonio Joao agosto 18, 2011 at 6:05 am #

    Nunca pensei nitso como agora, obrigada pela dica! bj

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