Revisitando Carmem

Pra vocês, a abertura e a primeira cena de “Carmem”.

Ganhei alguns capítulos copiados da RD1. E emocionei, constatando o quanto Carmem continua atual! Estamos falando de 1987 (TV Manchete).

Confiram!

COMPLEMENTO:

Quando fui para a Manchete, em 87, a idéía era levar comigo a sinopse de Barriga de Aluguel, engavetada desde 86, porque o tema -então inédito-, foi tido como “fantasioso”e “inverossímil”.

Não me deixaram levar. E assim nasceu CARMEM, inspirada no conto de Mérimée (1845) e na ópera de Bizet (1875).

Havia o problema da verossimilhança: CARMEN é uma cigana que apaixona e enlouquece todos os homens que cruzam seu caminho. Por mais bela que fosse uma atriz, sua sensualidade devastadora não seria convincente para todo mundo. Pensei, então, numa saída mágica: a CARMEM original é uma cigana -daí nasceu a idéia do pacto da personagem com uma entidade cigana que encarna a feminilidade. Ninguém discutiria o mágico. E ninguém discutiu.

CARMEM tem um temperamento livre, forte e independente. Está loucamente apaixonada por um cafageste ambicioso, o Ciro (Paulo Betti), e o acompanha numa viagem a Machu Picchu (Peru). Ele  deixa que ela corra o risco de desembarcar com drogas no Brasil e de ser presa, como efetivamente foi, para abancona-la depois.

CARMEM  sofre as penas do inferno nas mãos do Ciro: quer a desforra, quer tê-lo a seus pés, quer  nunca mais sofrer por amor. Então  faz o pacto   que lhe confere o poder sobre todos os homens, mas a um preço:  nunca mais poderá amar! o homem que ela amar se afastará dela.

A novela é a trajetória de CARMEM, sua vitoria sobre Ciro, seu arrependimento, e a luta pra desfazer o pacto.

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