Perguntas que não querem calar

Enquanto se multiplicam as especulações sobre o atirador de Realengo, as perguntas básicas continuam sem resposta:

Cadê o prontuário que comprove a insanidade mental? cadê o médico que atendeu o criminoso e receitou os remédios? fosse numa novela, muita gente estaria cobrando do novelista essa coerência mínima, e acusando-o de alimentar um mistério fajuto.

Qual era a fonte de renda do atirador? estava desempregado há seis meses, mas como informa o noticiário, mandava vir todo dia a refeição do “bar do Bigode” a 7 reais cada uma, a conta de telefone ultrapassava os 900 reias (informação publicada ontem no jornal EXTRA), e fazia doações mensais de 50 reais para a LBV. Uma das armas que utilizou para massacrar crianças custou 260 reais, e a outra, paga em cash, 1.200, sem contar com a munição -a que usou no dia e a que gastou treinando.

Onde recebeu esse treinamento? quem o ensinou a atirar? essa foi mesmo a sua estreia no crime, ou ele ensaiou para o “grand finale” tirando outras vidas?

Fica muito fácil botar o crime cometido na conta “da doença mental” e a habilidade em tirar vidas na conta do “you tube”!

Leia “Na Terra do Poderia…” reflexão de Ilana Casoy sobre o assunto

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