O pai de Sherlok Holmes

Principalmente para quem curte o gênero policial, esse livro é imperdível. Conta a história real de um crime cometido na Inglaterra, em 1860. Aconteceu no interior de uma mansão, a vítima foi uma criança de pouco mais de 3 anos, e as evidencias demonstraram a impossibilidade da entrada de estranhos: o assassino seria, necessariamente, um membro da familia ou da criadagem.

A figura do detetive era recente, havia sido criada pela Policia Metropolitana de Londres em 1842, e o profissional que investigou esse caso fez parte da equipe pioneira: Jonathan Whicher, que inspirou Charles Dickens e Sir Arthur Conan Doyle na criação de suas célebres personagens.

O caso, que ficou conhecido como o crime de Road Hill incendiou a Inglaterra: jornalistas, escritores, juristas, populares, todos tinham uma tese para elucidar o mistério, e a imaginação das pessoas -como ainda hoje acontece- foi multiplicando versões.

Através da narrativa a gente acompanha os métodos de investigação da época, quando a elucidação de um crime dependia muito mais da argúcia e capacidade dedutiva de um detetive à la Sherlock Holmes que de provas periciais; as “certezas” científicas de então, que acreditavam capazes de explicar o comportamento criminoso; a reação popular ao trabalho do detetive, que no processo de investigação,ao levantar os veus de uma vida familiar, atingia um dos princípios mais arraigados e defendidos pelos ingleses: o direito à privacidade.

Eu li de um fôlego só. Vale a pena!

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