O desfecho do primeiro julgamento do caso Elisa Samudio dá o que pensar.
Homicidio triplamente qualificado, torpe, covarde, merecendo 15 anos apenas de cadeia para Macarrão (leia-se 12, porque os 3 relativos ao sequestro de Elisa e do bebê devem ser cumpridos em liberdade), e 5 para Fernanda, que depois de ver reconhecida pelo juri sua participação na trama para o assassinato de Elisa, saiu do tribunal livre, leve e solta.
Na base desse absurdo, está um desses afagos para criminosos bem caracteristico de nossas leis e da flexibilidade moral que nos rege: criminosos podem mentir, caluniar, injuriar, vale tudo em nome da defesa. E se forem espertos o suficiente para emplacar o que dizem… tem a impunidade legitimada!
Bruno e sua quadrilha fizeram isso durante desde o momento em que foram pegos: contaram todas as histórias da carochinha que lhes vieram à cabeça. A imprensa, por sua vez, ávida de material, divulgava os absurdos sem nenhuma crítica, sempre buscando semear dúvida de modo a fazer render o assunto.
Elisa está viva? o menor que denunciou a trama fantasiou ou nao? todas as especulaçoes foram feitas.
E embora a trama para o assassinato de Elisa estivesse, desde o inicio, clarissima para qualquer um que apelasse para um mínimo de bom senso, a dúvida se difundiu, tornando viável que Bruno e seus comparsas pudessem ser beneficiados por ela, saindo do tribunal sambando na cara da sociedade e prontos pra outra.
Por tudo isso, ainda que decepcionem as penas dadas a Macarrão e Fernanda, a juíza foi sábia aliviando a mão sobre Macarrão e garantindo, com a confirmação da morte de Elisa e a indicação do mandante, a condenação do resto do bando!
Nos Estados Unidos, mentir para a Justiça é considerado obstrução de justiça: Macarrão e Fernanda teriam pena bem mais elevada, só por conta disso. Aqui, a gente tem que “premiar”meias verdades!
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