E se fosse sua filha?

O porteiro de 53 anos achou a Mariana bonita. Na oportunidade de ver a menina de 21 anos sozinha na escola de seus pais para receber um pagamento, quis um beijo. Ela não deu. Ele não pensou duas vezes: degolou Mariana e cortou seu rosto com cacos de uma garrafa! Mais bárbaro impossível!

A juiza Elizabeth Louro não achou: recusou o pedido de prisão preventiva e mandou soltar o assassino. Para ela, é perfeitamente compreensivel a justificativa dele  -se apaixonou, pronto. Aconteceu. E a magistrada vai mais longe. Veste a toga do advogado e antecipa a defesa: é uma pessoa que esteve dominado por uma paixão maldita que fez com que ele perdesse a cabeça e matasse. Isso não quer dizer que vai fazer de novo”

Ele não precisa fazer, doutora: já fez! ou a vida da Mariana não vale nada? o direito do reu de “se apaixonar” e degolar quem não aceite seus beijos vale mais do que o direito de existir da Mariana? Para a juiza Elizabeth Louro, vale!

E se o degolador “paixonasse” pela filha da dra Elizabeth? será que ela ia continuar tão compreensível e sensível às razões dele?

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