Archive | setembro, 2014

O curioso trabalho dos caçadores de mentes

Vera

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Vera Muller, a caçadora de mentes de Dupla Identidade

Eles sao os profilers criminais, chamados nos casos de crimes em série, muito difíceis de resolver pelos métodos policiais comuns, porque praticados por alguém que não tem nenhuma ligação com as vitimas.

Em casos de crimes comuns, a policia parte do universo da vitima para investigar quem poderia ter alguma motivação para atingi-la. Nos casos dos crimes em série, a coisa se complica: não havendo nenhuma relação entre criminoso e vítima, o suspeito pode ser qualquer pessoa -a cidade inteira é suspeita.

Aí entra o caçador de mentes, o profiler criminal. O trabalho dele consiste em procurar deduzir, analisando os locais de crime, quem poderia ter feito aquilo: um homem? uma mulher? alguém com QI elevado? QI abaixo da média?  inserido ou não inserido na vida social? algum indicio aponta para algum ramo profissional específico?

Nada fácil, hem? A partir do caso Ted Bundy, o FBI criou um departamento só para estudar o comportamento dos serial killers. E os “caçadores de mentes” costumam entrevista-los, buscando o que há de comum entre essas mentes assustadoras. Muitos deles contribuem para identificar outros  serial killers. Ted Bundy, por exemplo, ajudou na leitura da mente de um dos mais famosos: Gary Ridgway, the rivermen

Robert Ressler

Robert Ressler, o mais famoso dos caçadores de mentes do FBI

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Mais uma chamada. E uma curiosidade

Vera está repetindo o que aprendeu com Ted Bundy, esse com cara de bom moço, aí na foto abaixo.

Na vida real, Ted Bundy foi o serial killer que melhor explicou o desejo de poder que move alguém que tem o vício, a compulsão de matar. Ele disse aos caçadores de mentes que o entrevistaram:

não é a luxúria, não é a violência: é posse! Você sente a última respiração deixando seus corpos. E você olha nos olhos. Uma pessoa nessa situação é Deus.

THEODORE BUNDY

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Jack, o estripador: identificado??!!

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Ele é o serial killer mais conhecido em todo o mundo.

Aterrorizou Londres pelos idos de 1888, vitimando prostitutas. E apesar da grande mobilização da época, que incluiu até moradores que saíam em bandos para patrulhar as ruas, apesar do empenho policial e do estardalhaço da imprensa, não se descobriu sua identidade.

Nesses 120 anos, Jack the Ripper, um nome inventado para vender jornais, atiçou a imaginação popular e toda a sorte de especulações: aventou-se que poderia ser uma mulher, um médico da corte, um nobre, até o ator da versão teatral do livro The Stranger Case Of  Dr Jekill And Mr. Hyde, encenada à época dos crimes.

Ele inspirou filmes como: From Hell (com Johnny Depp), Jack, o estripador, entre outros, séries: Whitechappel; Ripper Street, livros, e teve os locais de seus crimes incluídos em roteiros turísticos que convidam o visitante a seguir os passos do serial killer.

Agora, 126 anos depois, anuncia-se que o exame de DNA feito no xale de uma de suas vítimas, revelou sua identidade: o material recolhido, cruzado com o DNA dos suspeitos da época (conseguido, claro, através de suas descendências), identifica o polonês Kosminski como o lendário serial killer Jack, the Ripper.

Breve vamos conhecer melhor essa história, através do livro Identificando Jack. Deve ser lançado em setembro.

Bom, vamos ver se isso põe um ponto final na polêmica, ou se ainda vão surgir contestações!

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Poirot e a “massa cinzenta”

Na galeria dos grandes detetives da literatura policial, o belga Hercule Poirot é um dos mais fascinantes.

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Criado por Agatha Christie, Poirot é um homenzinho elegante, excêntrico, meticuloso, cheio de maneirismos que fazem com que, num primeiro momento, a policia dos locais para onde é chamado, ria dele e desacredite de sua capacidade.

A recíproca é verdadeira: Poirot sente profundo desprezo pelos métodos convencionais de investigação, e define seus colegas policiais  como “cães de caça humanos”,  a seguir pistas, pegadas, impressões digitais, vestígios. O “grande Poirot” precisa apenas de sua massa cinzenta para resolver um caso. E faz isso sentado em sua poltrona.

Ao contrário de Sherlock Holmes, que parte da observação do local do crime para  fazer deduções, Poirot parte  de seu profundo conhecimento da psicologia humana. Por isso, ao invés de correr atrás das provas cientificas, prefere conversas longas e informais com os envolvidos no caso.

A solução do crime ele revela de  maneira sempre teatral e grandiosa: reunindo numa sala todos os suspeitos e envolvidos no caso, e em grandes viradas da narrativa, que nos faz suspeitar ora de um, ora de outro, vai desfiando toda a sua linha de raciocínio até a revelação  final.

Agatha Christie o matou num livro que deveria (e só foi)  publicado depois de sua morte: “Cai o Pano”.

E Hercule Poirot  teve a honra de ser a única personagem da literatura a ganhar obituário na primeira página do New York Times.

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Elementar, meu caro Watson

Se o profiler criminal é uma profissão moderna, os “caçadores de mentes” vêm de muito mais longe: eles surgem na literatura policial. São os detetives que antecedem e inspiram os “caçadores de mentes” das séries e filmes que assistimos hoje.

Vamos lembra-los? pra começar, a inesquecível personagem de Sir Arthur Conan Doyle – Sherlock Holmes.

Sherlock Holmes

Sherlock Holmes

Sherlock Holmes resolvia os casos que lhe caíam nas mãos através do método analítico dedutivo. Combinando observação,  dedução e  conhecimento.

Para que pudéssemos seguir a trilha de seu raciocínio na solução dos enigmas, tinha como companheiro um ser bastante comum -Watson- que como a maioria das pessoas, dizia Sherlock, olha mas não vê.  

As coisas aparentemente insignificantes são as mais importantes. Meu método é baseado na observação das pequenas coisas (Sherlock Holmes) 

Sherlock acendia o cachimbo e afundava em sua poltrona, enquanto refletia sobre o conjunto de pequenas coisas que tinha observado,  e durante horas,  noites a fio, formulava hipóteses, comparava hipóteses, até chegar à solução correta:

Tenho o costume de nunca ter qualquer pré conceito, e seguir naturalmente para onde os fatos me levem (O Enigma de Reigate)

O caso pode parecer apontar diretamente para uma única direção, mas se você mudar um pouco seu ponto de vista, é possível que descubra um angulo totalmente diferente (O Mistério do Vale Boscombe)

Quando elimina-se o impossível, o que resta, por mais improvável que pareça, tem que ser a verdade (O Signo dos Quatro)

E terminamos o post com uma observação de Sherlock, verdadeira e utilíssima para todos nos:

Para mim, o cérebro humano, em sua origem, é como um sótão vazio que você pode encher com os móveis que quiser. Um tolo vai entulhá-lo com todo tipo de coisa que for encontrando pelo caminho, de tal forma que o conhecimento que poderia ser-lhe útil ficará soterrado ou, na melhor das hipóteses, tão misturado a outras coisas que não conseguirá encontra-lo quando necessitar dele. O especialista, ao contrário, é muito cuidadoso com aquilo que coloca em seu sótão cerebral. Guardará apenas as ferramentas de que necessita para seu trabalho, mas dessas terá um grande sortimento mantido na mais perfeita ordem. É um engano pensar que o quartinho tem paredes elásticas que podem ser estendidas à vontade. Chega a hora em que, a cada acréscimo de conhecimento, você esquece algo que já sabia. É da maior importância, portanto, evitar que informações inúteis ocupem o lugar daquelas que têm utilidade.

(O Estudo em Vermelho)

Os apaixonados por Sherlock Holmes vão gostar:

The Sherlock Holmes Museum
Visita ao Sherlock Holmes Museum

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Serial Killers das telas

Alguns dos melhores e mais famosos serial killers do cinema e da TV: qual é o seu preferido?

Anthony Perkins como Norman bates

Norman Bates (de Psicose)

The Fall

Paul Spector (The Fall)

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Dexter Morgan (Dexter)

Hannibal-

Hannibal Lecter (Hannibal)

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Quem diria?

Bella Gunness

Uma das figuras mais conhecidas do universo dos serial killers é essa senhora simpática, que aparece na foto com ares de tataravó.

Ela é Bella Gunness, (1873-1962), e com essa postura de rainha do lar e mãe devotada, exterminou maridos, filhos e namorados, para receber seus seguros de vida. Estima-se que tenha matado cerca de 40 pessoas.

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