Quando escrevi a novela Barriga de Aluguel, nos anos 80, a personagem do dr Molina (Mario Lago) tinha pesadelos diante das possibilidades que o avanço da engenharia genética poderia trazer para a humanidade -ao lado de um sem número de benefícios, claro.
Nos pesadelos do dr Molina, candidatos a pai e mãe entrariam num supermercado e ali, ao lado das conservas e utensílios domésticos, estariam os fetos enlatados, de todos os tipos fisicos, à escolha do freguês. Bastava por no carrinho e pagar na saída.
Esse caso de Curitiba me lembrou logo o dr Molina. O casal que se recusou a levar uma das gêmeas pra casa agiu direitinho como quem desiste de uma lata de conserva no caixa de um supermercado!
E não me digam que foi um impulso de momento, um ato irrefletido: as crianças ficaram um mês no hospital, e um mês é tempo suficiente para acordar de um surto! Agora, diante da decisao judicial de mandar as meninas para um abrigo, dizem que voltam atrás e ficam com as três.
Dá medo, não dá? se devolverem essas crianças a eles, espero que monitorem também, porque a impressão que fica é que o casal pagou essa inseminação pra produzir mercadoria, e não filhos!

No comments yet.