Escrever em grupo ou sozinho?

escritor-II

Muito interessante o artigo que Patricia Kogut comentou essa semana em sua página de O Globo: sala de escritores e escritores solos -onde floresce mais a criatividade?

O texto comenta um artigo de Debra Birnbaum  (Revista Variety) sobre métodos de trabalho:  o americano, que usa a sala de escritores, onde uma obra é composta a muitas mãos e o inglês, onde prevalece o escritor solo.

Nos EUA temos a figura do Producer, que é o escritor, o autor do projeto, o dono da história. Ele é o maestro, e se encarrega de dar unidade às ideias dos outros criadores, que devem incorporar seu estilo. Como em Criminal Minds, em Dexter, etc

Na Inglaterra, a unidade já está lá, porque o  autor escreve sozinho. Como em Downton Abbey, True Detectives, etc

Sou adepta do estilo inglês, mas concordo com o que dizem, em síntese, Patricia e Debra: métodos são apenas maneiras de chegar lá. E encontra-se a confirmação disso em todas as formas de arte:

Flaubert levou anos para escrever Mme Bovary, uma obra prima. Dostoievsky levou meses para escrever algumas das suas obras primas, pressionado pela cobrança dos credores. Temos músicas inesquecíveis -compostas em grupo ou de autoria única. Janete Clair foi durante muito tempo a única autora do horário das 8, terminava uma novela enquanto começava outra. E dava conta.

A verdade é que os métodos acabam mesmo é na  prateleira das curiosidades: o que fica e importa é o resultado!

30 Responses to Escrever em grupo ou sozinho?

  1. Daniel Robert junho 15, 2014 at 6:19 pm #

    Escrever sozinho entre quatro paredes é o melhor caminho para as ideias fluirem!!

  2. Lael Arruda junho 15, 2014 at 6:51 pm #

    Oi Glória, vou dar minha opinião enquanto jornalista.
    Sou editor e apresentador de TV aqui em João Pessoa – PB. Atualmente preciso dar conta de nove programas de entrevistas por semana, sendo quatro ao vivo, e cinco gravados. Cada um com trinta minutos de duração.

    Eu tenho a necessidade de fazer cada um dos nove scripts, cada palavra que estiver lá. Isso faz com que eu vá para o estúdio com a segurança que preciso para atingir meu melhor desempenho. Não é falta de confiança em qualquer outro colega de equipe, mas o modo que considero eficaz para chegar ao máximo de qualidade que consigo. Tanto é que nunca aceitei ser apenas apresentador, leitor de TP. Sou um ser pensante, estudei e me aperfeiçou para isto. E claro que meus scripts tem muito do que foi discutido em equipe, mas com MINHAS palavras.

    Mas, o tempo me ajudou a aprender a lidar com o estilo dos outros. E a confiança se adquire exatamente com o tempo. Recentemente, em meio a grande demanda, fui gravar um programa que sequer sabia o nome do entrevistado, sabia apenas que o assunto era “segurança do trabalho”. Todo o texto, todas as perguntas, todo roteiro, havia sido feito por uma editora que trabalho há quatro anos, uma grande parceira. Fui sem medo, e deu tudo certo, conseguimos uma boa entrevista.

    Outro ponto que acho interessante citar. Quando repórter, sofri nas mãos de editores que queriam me impor o jeito deles de escrever, de montar um texto. Preferência por determinadas palavras, por exemplo. Quando me tornei editor percebi que estava fazendo a mesma coisa com os textos de outras pessoas que eu revisava. É como se eu considerasse o meu jeito, o meu modo, “o correto”, ou “o melhor”. Com o tempo passei a me corrigir nisto. Pensei: Se aquele repórter escreve daquele jeito, certamente há pessoas que receberão a mensagem muito bem com aquelas palavras, pois ele é um cidadão, um eleitor, um pai de família, há pessoas que pensam como ele. Quem disse que meu modo de escrever é o que atinge o público maior?

    Fiquei mais atento ao outro, aos outros métodos, e percebi o quanto a formação do profissional e do ser humano vão interferir na elaboração de um texto. Como a própria sociedade é diversa, e não teve a mesma formação que eu, nós precisamos encontrar a melhor maneira de unir as diferentes idéias, os métodos diferentes, para que o maior público possível seja atingido. Observar o outro, atualmente, me soma muito.

    P.S: adoro suas novelas, parabéns por todas, pelas campanhas e causas que elas defendem. Vc tem uma missão muito bonita neste mundo, e a cumpre muito bem.

    Um beijo.

  3. Leonardo Távora junho 15, 2014 at 7:07 pm #

    Eu Tenho a leitura de que escrever é uma arte solitária. É um momento do autor consigo mesmo, com seus personagens e suas aventuras. Mas já tive algumas experiências com criação coletiva e achei legal. Mas, claro, para cada universo, um caminho. O que nasce de uma escrita solitária não é comparável ao que emerge de uma criação em grupo. São tipos diferentes, e têm seu valor, dependendo da necessidade.

  4. jura junho 15, 2014 at 7:14 pm #

    Você deve escrever solo,pous o que está em seu cérebro aoenas vicê consegue “botar prá fora”parabéns pelas obras.
    Abraços

  5. Ricardo Ita junho 15, 2014 at 7:43 pm #

    Glória Perez … prefiro escrever sozinho…mas não gosto de muito silêncio, gosto de uma Tv ligada ( qualquer programação) ou um som baixinho, assim pra mim rende mais o trabalho …

  6. Lucimere junho 15, 2014 at 9:42 pm #

    Minha opinião é meramente de quem assiste, de quem curte novelas, no caso específico (?). Dificilmente hoje se vê algo realmente novo… Os temas já estão batidos, pelo óbvio… Esgotaram-se os assuntos. E pior, os temas atuais para novelas não são tão empolgantes assim (talvez pelo momento da história em q vivemos)… O modo de escrever tornou-se quase que uma marca, desse ou daquele autor. Penso que a genialidade de escritores, como vc (com respeito), somado às idéias de outros escritores menos experientes, mas boas idéias novas terá um resultado final espetacular. Apoio.

  7. Ricardo Ita junho 15, 2014 at 10:33 pm #

    Obrigado Glória Perez pela atenção no twiiter, espero que postando a minha singela opinião como escritor e autor de teatro, eu posso de alguma forma estar contribuindo aqui no site..Boa noite e fica com Deus !

  8. Carlos Lombardi junho 16, 2014 at 12:04 pm #

    Fico no meio entre o estilo Glória de escrever sozinho e do hoje costumeiro novela feita em comitê. Que fique claro: não acho que meu jeito é o certo ou o errado, é só o que eu gosto, o que funciona pra mim. Gosto de criar em grupo, gosto de desenvolver plots em grupo, ouvindo idéias que acrescentam, ouvindo críticas que descobrem furos que eu sozinho não descobriria. É aí que gosto de ter colaboradores.
    Já o capítulo, se pudesse, faria sempre sozinho. Acabo pedindo cenas para colaboradores mas sempre dou uma penteada no texto, uma mexida no diálogo. A figura do colaborador pra mim é mais importante na hora do rascunho do capítulo, na definição das tramas que na redação do capítulo propriamente dito.

  9. Sandra McPherson junho 16, 2014 at 1:03 pm #

    Acho que para algumas pessoas pode parecer egoista em querer escrever solo,mas acho que e bem melhor pois voce visa a sua obra da maneira que voce quer,as vezes acho que o escritor que foi pesquisar,estudar sobre o que quer escrever ja comeca a ver como serao os personagens,os lugares,roupas,cores enfim tudo,mas se ele tem ajuda de uma outra pessoa ou pessoas,ai sim talvez se comece algum conflito pois todos temos opinioes e visoes diferentes.
    Por isso nao acho egoista e acho ate bacana,como hoje em dia todo mundo abre o bocao,e melhor o escritor manter o segredo de sempre,com sinceridade,sinto falta dos tempos em que a gente nao tinha a menor ideia do que iria acontecer nos proximos capitulos e tinhamos que ficar adivinhando.

  10. Marcio M junho 16, 2014 at 1:29 pm #

    Escrever sozinho quando se tem a cabeça aberta e se deixa levar pela historia, tudo surge naturalmente, sem necessidade de grupo.
    Nossa mente nos da aquilo que a gente precisa para continuar.

    Porem pode-se se perder conteúdo na historia, ou faltar um conteúdo importante, que o escritor solitario não repara, deixa passar não por incompetencia, mais por impulso de continuar.

    Escrever em grupo com as pessoas certas pode ser bastante gratificante…

    E conhecendo vc, certamente ira trabalhar com novos escritores, o que iria ajuda-los.

  11. Flávia Passagli junho 16, 2014 at 4:45 pm #

    Escrevo sozinha, mas sempre ouço uma voz intuitiva sussurando palavras na minha cabeça. Por isso, digo que escrevo via satélite!

  12. Gleice Tosta junho 16, 2014 at 5:57 pm #

    Gosto de escrever sozinha, minha mente imaginativa gosta de privacidade.

    Mas essa é uma ideia que me encantou, e já imaginei uma sala com vários escritores e um tema em comum sendo compartilhado, e cada um de nós transbordando criatividade.

    Nossa, ficaria perfeito!!!!

  13. Gisele Aperecida Martins junho 16, 2014 at 10:33 pm #

    Oi Gloria na minha opiniao em time que esta ganhando nao se mexe tambem acho que quando estamos sozinhos os pensamentos fluem melhor veja o seu exemplo em algumas entrevistas que li sobre sua carreira voce diz que sempre escreve sosinha suas novelas e olha so que obras primas que ja assistimos .Beijos e Obrigada pela atencao.

  14. Susana Martins junho 17, 2014 at 10:59 am #

    Em grupo ou sozinho… Há bons resultados nas duas vertentes. Mas, discordo muito quando uma obra coletiva faz sucesso, cheio de colaboradore, e só o “autor” leva os louros… E isso, no geral, é frequente no cenário brasileiro. Outra coisa c
    Frequente é não assumirem, tanto a obra coletiva quanto o escritor solo, o fracasso de algumas obras. É preciso aceitar e assumir o fracasso de alguns trabalhos…

    Ademais… Como eu gosto da sua escrita!

  15. Raul Veiga junho 18, 2014 at 10:28 am #

    Oi Gloria,

    Parabéns pelo blog!

    Eu acho que certos produtos funcionam melhor com um autor sozinho e outros, por vários motivos de produção, funcionam melhor com várias mãos, como você disse.

    O americano deve ser o pai do Brainstorm, eu aprendi na escola (EARJ) que nesse momento nenhuma idéia é ruim. E esse tipo de desenvolvimento é essencial no processo criativo!

    Eu tive um grande prazer de trabalhar em Salve Jorge, apresentando o baile da estudantina musical, sob convite do Luiz Antonio Rocha. Foram semanas maravilhosas, a novela era demais! Graças a Deus foi sucesso!

    Lhe convido gentilmente para visitar meu site tmb:

    http://www.raulveiga.com

    Gostaria muito de trabalhar novamente em uma novela sua! É um sonho… 🙂

    Agora vou ler mais do blog, que tá ótimo!

    Bjs

  16. Marina Tavares junho 22, 2014 at 10:25 pm #

    Cara Gloria, sou sua fã desde a novela “Barriga de Aluguel”. Gostaria de lhe pedir um favor de fã: escreva um papel especialmente para a Vera Fischer no seu próximo trabalho na TV. Não deixe a imprensa colocar vc contra a Vera por conta de fofocas. A Vera é seu talismã. Ela está em todas as suas obras. Um trabalho seu sem a Deusa, não terá o mesmo brilho. Acho a atriz a estrela mais glamurosa da TV brasileira. Espero poder estar contribuindo de alguma maneira. Um beijo, Marina

  17. luci sales junho 27, 2014 at 5:28 am #

    Dizem q várias pessoas pensando juntas,o resultado é melhor.Mas acredito q quando se trata de “escrever”,sozinho é mais indicado.Pode até ser mais cansativo,mas temos todos os momentos do texto em nossos cuidados,e decisões também.
    Abraço!

  18. Roney Rezende Rangel junho 29, 2014 at 2:55 pm #

    querida glória,

    sou esquizofrênico

    a sua novela cuja ator bruno retratou a esquizofrenia

    cuja família era constituída da christiane torlonni e tony ramos

    me abriu a mente

    me percebi na novela

    obrigado por você existir

    sempre rezei para você, bem como para a sua linda filha

    amém !

    Roney

  19. Franco Wilhian junho 30, 2014 at 8:06 pm #

    Oi Glória, cujo nome é o mesmo de uma história que escrevi e tem td pra ser um novelão! Bom, eu sou um telespectador assíduo e sei do que uma novela precisa para desenvolver uma história e romance, inveja, segredos, intrigas, ambição e a parte cômica que segura a emoção do público e é com essas ideias inscritas e viajando a todo momento na minha cabeça, que te convido a conhecer um pouco dessas minhas histórias e poder coloca-las em prática, ou dar ação como um entretenimento precisa! Por favor te peço humildemente que me der cinco minutos e te darei mil, para não se arrepender! Eu creio, que você lendo isso entrará em contato no meu a-mail!
    souzafranck18@hotmail.com

  20. Gisele Farias julho 4, 2014 at 2:12 pm #

    Prezada Gloria, concordo com a Sra. Marina Tavares. Vera Fischer, na minha humilde opinião, é a atriz mais glamourosa da TV brasileira. Ela tem um tipo de estrela de Hollywood. Nós fãs estamos com saudades de ver a estrela nas tramas escritas por vc. Por favor, não deixe esta admiradora que lhe escreve desolada. Obrigada, Gisele

  21. Alex Spinola julho 8, 2014 at 2:35 am #

    Estou vivendo a experiência de ser colaborador nesse momento, e estou gostando muito, mas confesso que talvez não soubesse gerenciar esse processo, pois sempre escrevi sozinho.

  22. Jozy julho 9, 2014 at 7:40 pm #

    Escrever sozinha, me da liberdade de poder colocar aquilo que é minha verdade ou pelo menos o que me parece.

  23. G. luiz julho 22, 2014 at 5:37 pm #

    Saudações, senhora. Sou médium espírita e escritor e recentemente escrevi um livro psicografado por um espírito que fazia parte do bando de Lampeão, o dito rei do cangaço. Senti que escrever este livro era para ele como um desabafo. Uma história “pesada”, mas que daria uma boa minisérie. Gostaria de saber se a senhora se interessaria em ler o livro sem compromisso e, quem sabe fazermos, caso goste dele, uma “joint venture”, ou parceria. O curioso é que levei 3 dias escrevendo este livro e após terminá-lo fiz uma pesquisa na internet sobre os fatos ali narrados pelo espírito e descobri que tudo realmente havia acontecido. Lamento aparecer assim tão intempestivamente. Se a aborreço, queira me perdoar e aceite minhas sinceras e profundas desculpas. Meu e-mail a senhora já viu. Caso tenha algum interesse, por favor me contate. O livro chama-se” Lampião, a besta apocalíptica” e já o publiquei na net há alguns bons meses, Att G. Luiz

  24. Helio Thompson julho 27, 2014 at 1:47 pm #

    É muito bom saber da escola inglesa de escritores, fica mais fácil entender o seu talento. A obra é de Deus, somos instrumentos Dele, pois tudo vem da alma. Assim, eu escrevo, e sinto. Ele se manifestar em cada palavra. Não sou um escritor de grandes textos, de longas escritas,,sou um escritor direto e objetivo. Eu gostaria muito de poder estender a minha escrita, já escrevi um texto para teatro, um roteiro, mas sinceramente, sou um poeta de poucas palavras. Eu sempre admirei como você escreve, cria vidas, personagens que parecem reais. Fico muito feliz que contiue escrevendo, trazendo essa dádiva para todos nós. Continue, não pare, escritoras como você são únicas, pois existe um universo dentro de você, que precisa ser compartilhado. Parabéns!

  25. Helio Thompson agosto 7, 2014 at 1:53 pm #

    O RESGATE DE UMA VIDA
    Uma narrativa, um conto de um resgate de uma vida.
    Tudo parecia um pesadelo, uma história inventada, afinal, como acreditar que tudo aconteceu e que ele sobreviveu?
    Ele era um jovem como outro qualquer, acreditava na vida, em todas as possibilidades. Era um jovem alegre, com defeitos, sim, mas perseveravam as suas qualidades. carinhoso, leal, alegre, cheio de planos. Até que um dia, experimentou algumas substâncias químicas, moderadores de apetite, mas porque(?), já que ele era magro, ele tinha 17 anos na ocasião, e sentiu uma euforia, algo que ainda não tinha sentido. Parecia que a vida ficou mais agitada, mais alegre. Ele começou com dois comprimidos, mas quis mais, desencadeou uma compulsão, até chegar a tomar quinze comprimidos de uma só vez, junto com um litro de água na mão. Sua naturalidade ficou bastante comprometida, começou a experimentar sensações, sentimentos que fizeram desencadear um outro estilo de vida, ressaltando naturalmente os seus defeitos. Começou a ser desonesto, experimentando a culpa, a raiva, o medo. Sua vida se transformou em abusos, abuso devido ao abuso da química, do abuso que desencadeou a sua vida. Nada era o suficiente, tudo ficou exagerado, suas vontades, seus desejos, seus sentimentos e atos. Até que ele ficou com medo, vivia uma vida dupla, como se o uso da química ditava uma personalidade, e com o convívio da família era outra realidade. Experimentou outras drogas, nm final dos anos 70, até então com 19 anos, usou pela primeira vez a cocaína. Droga que tinha sido trazida para o Brasil pelos ricos, da Bolívia, e que se transformou em uso popular, começou a ser vendida nos morros. E assim foi sua vida, ele foi comprar, dali era oferecida, estava presente nas festas, nas Discotecas. Sua personalidade continuou a mudar, já não sabia bem quem era, o que preferia, quais as suas opções de viver. Hora queria ser alguém como antes, mas seu uso de drogas mudou a maneira dele ser.
    E assim foi abusando, criando uma realidade fictícia, a droga ditava o ritmo da sua vida. As consequências do uso foram tomando um rumo descontrolado, não conseguia usar como antes, queria sempre mais. Ficou comum os altos e baixos, mais os baixos, pois começou a experimentar a depressão, já não suportava mais as suas vidas, a com drogas, a sem drogas. E assim ele tentou viver, experimentou várias sensações, colocou em cheque a sua sexualidade, as suas opções, já não sabia mais quem ele era.
    O RESGATE DE UMA VIDA
    (continuação)
    Foi uma luta muito grande, tentar viver como antes, mas o seu ser começou a ser destruído, sem ele sentir. Fez um grande esforço para ter uma vida normal, casou,evitou os ambientes que frequentava, queria realmente sentir paz, mas não foi possível, usava cada vez com mais frequência, até ser internado, num dia usou tanto, que foi parar numa clínica psiquiátrica, pensava que estava louco. Sua esposa foi visitá-lo, o viu jogando cartas com os outros doentes, mentais. E assim, ele tentou viver, mas a droga sempre fazia parte da sua vida. Depois de algumas internações, foi apresentado a um tratamento especializado, isso depois de ter convido com pessoas mais velhas, outros mundos, muitos fantasiosos, até se relacionou com uma atriz, chegou a acreditar que ela teve filhos dele, enquanto o seu próprio filho, acompanhou o seu tratamento, começou uma terapia de grupo, o filho ia junto. Esse filho, foi a razão principal para ele não acabar de vez com sua vida, já que as suas vidas em conflito, a morte parecia inevitável. Após alguns tratamentos, e por ser bem inteligente, passou de paciente para terapeuta, desencadeou um processo de muito conhecimento da sua doença emocional, teorizou, parecia ter encontrado a saída.
    O RESGATE DE UMA VIDA
    (continuação)
    Apesar dos seus conhecimentos e mesmo ainda adoecido, ele ajudou a salvar várias vidas,ajudou a construir locais de tratamento, clínicas, unidades especializadas, grupos anônimos, mal sabia ele que sua doença progredia, através dos seus abusos, das suas compulsões. Se transformou num compulsivo por sexo, por trabalho, mas ele achava que diante do uso de drogas, isso era irrelevante, apesar da deslealdade, da desonestidade. A consequência disso, foi o fim do seu casamento, o afastamento do filho que ele tanto amava. Deprimiu, a esposa o trocou por outro, ele sofreu, e com um consultório dos seus sonhos, com uma equipe montada, ele faliu. Perdeu tudo e ficou bastante deprimido. Ele estava a 8 anos sem usar drogas, foi novamente internado, dessa vez na clínica que ele ajudou a construir, foi contido, amarrado, sedado. Depois de tanto sofrimento, ele saiu da clínica muito machucado. Foi quando tentou se relacionar com outras mulheres, nenhuma deu certo, ele acabou sozinho e voltando a morar com sua mãe, no bairro em que morava, onde tudo começou. Sua mãe estava passando por problemas financeiros, eles passaram por muitas dificuldades, até fome. Não tinha dinheiro para nada, ele se viu totalmente falido. Através dos seus conhecimentos, ele tentou não usar mais drogas, mas suas tentativas foram em vão, chegou a voltar a beber controladamente, mas ao beber bebidas fortes, consequentemente voltou a usar drogas. Ele então com 50 e poucos anos, mergulhou dentro do seu ser, foi bem no fundo, a vida o empurrou, não tinha mais saída, ou ele rompia com todo o processo da vida com drogas ou sucumbiria, morreria. Foi um processo muito doloroso, tentou sabotar, voltar a ser como antes, mas isso já não era mais possível, encontrou muita resistência, ninguém acreditava mais nele. Foi quando iniciou um processo de mergulho interior, de mexer com todo o lodo que ficou no fundo do seu ser. Esse processo foi inevitável e necessário, para que ele pudesse resgatar os seus reais valores. Os valores e princípios naturais, de antes do uso de drogas. Tudo favoreceu, o lugar, o ambiente, o retorno de onde todo o processo começou. Foi então que ele sem saída, sem esperanças de vida, conseguiu sobreviver a tudo, e somente pela graça de Deus, com a ajuda de algumas pessoas, anjos que o acompanharam nesse processo tão difícil, conseguiu se salvar. Retornou ao seu tratamento, e hoje, enfim, conseguiu resgatar seus reais valores, resgatou a sua vida, e o hoje sente paz, valoriza o amor, e está em recuperação; Esse foi um resgate de uma vida perdida.
    (Fim)

  26. Caio Escorel agosto 8, 2014 at 10:44 am #

    Infelizmente, a impressão é o que fica. GIOVANNA ANTONELLI
    Muito simpática – só que não.
    Por Caio Escorel caioescorel@live.com
    Em um dos capítulos do livro “40 anos de Gloria”, a biografia profissional de Gloria Pires, a atriz falou: “Tem uma hora que o ego cresce. É o momento em que todos correm atrás de você, te acham lindo, maravilhoso, genial, a pessoa mais talentosa do mundo. Aí é quando não se pode acreditar nisso tudo.”
    Ontem, no bazar da atriz GIOVANNA ANTONELLI, em São Paulo, percebi que ela chegou nesse momento. O momento do ego, não o momento do sucesso. Giovanna tem êxito profissional há bastante tempo (12 anos). O fracasso como ser humano, entretanto, só foi aparecer mais tarde. Exigiu mais tempo para ficar evidente.
    Demora um pouco para o ego crescer. Não é logo depois da primeira novela. Às vezes, nem depois da segunda. É um processo gradativo.
    Conheci Giovanna Antonelli em 2004. Na ocasião, ela fazia a peça Dois na Gangorra, com Murilo Benício. Que lindo espetáculo. Apenas dois anos depois da novela O Clone. Como Giovanna era doce nessa época. Recém-acostumada com os aplausos e elogios, ela transbordava sentimento. Olhava nos olhos das pessoas, ficava emocionada com facilidade e tinha uma voz tímida. Eu a adorava.
    Hoje, uma década depois, não posso mais dizer a mesma coisa. Giovanna fala de um jeito forçado. Como dizem alguns, sussurra. Quer sempre parecer sensual e falar de beleza e dos esmaltes cuja linha assina. Virou uma mulher de negócios. Virou narcisista.
    Empresária de si mesma, calcula cada fala, gesto e atitude. Não é mais espontânea.
    Acabei de chegar da segunda edição do bazar beneficente que ela está promovendo (Hotel Tivoli, São Paulo). Que experiência desagradável. Não poderia ter sido mais triste. Os fãs, tão queridos, foram a melhor coisa das poucas horas que passei no lugar. Conversei com alguns deles. Quanta gente simples, humilde, mas com imenso amor no coração.
    Não posso dizer o mesmo da Giovanna Antonelli. Não posso dizer o mesmo da Piny Montoro, assessora da atriz (e sombra de Giovanna; sim, sombra). Piny faz o que a atriz gostaria de fazer e não tem coragem. No fundo, as duas são a mesma coisa. As duas não valem a pena.
    Quando Piny, na frente de Giovanna, disse aos fãs presentes que eles só queriam tirar fotos, que não queriam comprar os esmaltes, percebi que tudo que acontecia ali no bazar era fake. Com exceção, é claro, do amor dos fãs.
    Cheguei a dizer para Montoro: “Você não pode falar assim. Tem gente aqui que veio de longe. É a única oportunidade que eles têm.” Não adiantou.
    A assessora, que não poderia ter feito mais mau uso do poder, acionou na mesma hora os seguranças do hotel: “Tirem o rapaz daqui. É UMA ORDEM.” Então, dois homens grosseiros, tão despreparados quanto os nossos policias, me pegaram pelo braço. Fui arrastado até a recepção do hotel (leia-se convidado a me retirar).
    Ninguém, nem mesmo a Giovanna, se preocupou com a maneira com que eu fui tratado. Em alto e bom som, muito constrangido e acuado, falei alto: “A Giovanna é uma pessoa bacana. Ela não aprova o que vocês estão fazendo comigo”. E não é que aprovou?
    O meu apelo, a minha sede por justiça, encontrou ressonância apenas nos fãs, que, indignados, ficaram com raiva da assessora.
    Mas, e a Giovanna Antonelli? Onde ela entra nisso tudo? Não foi inocente. Giovanna permitiu que fizessem o que fizeram.
    Depois de um bom tempo de espera, com algumas lembranças nas mãos para entregar para a atriz, foi isso que ganhei.
    O artista deslumbrado, a pessoa mais distante de si mesma, é a última pessoa a perceber o monstro que se tornou. Mimado por todos, não consegue mais pensar na possibilidade de não ser o que falam.
    O ser humano, que costuma ser inseguro por natureza, define-se a partir do que os outros pensam a seu respeito. Não há nada de mau nisso. No entanto, algo merece ser levado em conta: e se o que a gente estiver ouvindo não for verdade? E se a crítica for verdadeira?
    A vaidade é o maior tampão de ouvidos que já inventaram. Funciona melhor do que anos sem cotonetes.
    Depois do ocorrido, já em casa, reparei que Giovanna postou uma foto com os fãs na rede social. Estava toda sorridente. Na foto, ela era carregada por eles.
    Tem que sorrir em foto. Tem que ser simpática com a imprensa. Tem que parecer para quem está em casa que o bazar foi 10. Se no bazar tem 40 fãs desesperadas, nos computadores tem 1.000.000.
    É muito mais negócio para ela parecer do que ser. SER dá muito mais trabalho.
    A impressão, a foto, mostra a Giovanna generosa. É o que fica. É o que faz ela ter sucesso.
    Já a verdade, o que realmente aconteceu, é outra história. Eu estava lá. Eu vi. E, principalmente, senti.

  27. Guilherme setembro 5, 2014 at 9:10 pm #

    Glória, parabéns pelo blog.
    Acabei de descobri-lo, lendo notícias obre Dupla Identidade.
    Gosto de escrever sozinho, mas nunca em silêncio. Sempre com música. Mas já compartilhei a escrita de textos e foi uma experiência interessante também.
    Tenho muita vontade de escrever para televisão. Tenho projetos, mas não tenho ideia do que fazer com eles. Glória, seria possível me dizer como começar nesse meio? Se é possível fazer algo? Se há algo a se fazer?
    Obrigado

  28. Mauricio Musa novembro 12, 2014 at 6:39 pm #

    As vezes as ideias são tão nossas que nos tornamos egoistas em compartilhar a criação e queremos dar o “nosso”destino”… em outras sinto-me tão desapegado que.. tudo bem, vamos desenvolver a ideia…
    Sempre relativo… as vezes “muito meu” , as vezes “muito nosso”
    Permita-me compartilhar algumas musicas minha, entre elas duas especiais chamadas “O autor” e “Não vá” Juro que não sofrerão os ouvidos..
    https://soundcloud.com/mauricio-musa/o-autor-1
    (sinto-me muito mal as vezes quase que implorando que me ouçam, que me leiam)

  29. Nara abril 22, 2015 at 2:42 pm #

    ola Gloria, nao consegui achar um email seu mas li um livro de uma autora e jornalista inglesa, Victoria Hislop, A Ilha, e gostaria de saber o que seria se vc pudesse adaptar a historia para nossa cultura uma vez que a historia se passa num passado recente na Grecia, mas que infelizmente e uma realidade no Brasil agora. Se puder me mande um email e passo mais informacoes do que imagino, uma vez que nao tenho nem um pouco de talento para passar de poucas palavras quem sabe, o seu talento possa dar vida ao que me sufoca! Obrigada

  30. Marcio m agosto 12, 2015 at 6:57 pm #

    Licença Gloria, o amor esta em alta se vc poder por reggae na sua proxima empreitada nos te agradecemos.

    Temos otimos cantores nacionais, armandinho,macucos, natirut’s e vai

    Se vc pensar em amor, pensa no amor que transborda no reggae.

    Me desculpe por qualquer erro, agente precisa de mais amor.

    Meu blog esta ai mais não e por propagando, entenda.

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