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América- o sonho americano

Na novela América falei sobre o sonho americano, essa idealização (universal)  dos Estados Unidos como a terra prometida, a nova Canãa, onde todos  encontrariam oportunidades infinitas.

Na época, já éramos o segundo país a tentar a entrada  no “paraíso” atravessando ilegalmente a fronteira mexicana. Estranhei que, ainda assim,  não se falasse disso por aqui. E quis contar a história desses brasileiros.

Visitei a fronteira, as prisões onde ficavam os ilegais pegos pela polícia, viajei no mesmo avião dos deportados -a maioria já tinha tentado outras vezes e não se mostrava disposta a desistir.

Conversei também com ilegais cubanos, que faziam a travessia em balsas muito frágeis -muitos dos ocupantes morriam no trajeto, doentes ou tragados pelas ondas das tempestades.

Na fronteira do México, alguns tentavam a travessia noturna pelo rio, enfrentando as balas da polícia, outros atravessando o deserto guiados por coyotes, e outros, ainda, imaginavam as maneiras mais bizarros de se camuflar. Na época, a embaixada americana me deu uma foto impressionante de uma garota malocada dentro do painel de um carro. Essa aqui:

Reproduzi a situação na novela, e foi dessa maneira que Sol (Deborah Secco) tentou atravessar a fronteira pela primeira vez

Vejam outros disfarces descobertos pela polícia da fronteira:

Mais detalhes no próximo post…

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Janete Clair e seus críticos

Todo mundo sabe que Janete Clair foi o maior nome da nossa dramaturgia televisiva. Não apenas pela maravilhosa capacidade de fantasiar, de imaginar, como pelo fato de que tinha inteiro e total domínio do gênero a que se dedicou: o folhetim.E nenhum pudor em lançar mão de todos os seus recursos.

Devemos a ela não apenas as histórias que permanecem no imaginário popular, personagens de quem nos lembramos como fazendo parte da nossa vida. Devemos a ela a estrutura de novela que todos fazemos hoje. Com Janete, as novelas deixaram de ser escritas a metro: ela deu unidade ao capítulo, concebeu cada capítulo como um espetáculo que se fechava em si.

Uma mestra. Hoje a gente ri daquelas criticas desqualificando e ridicularizando sua obra. Encontrei duas, mas dá pra fazer uma idéia. E vale a pena ler, porque elas se repetem tanto!   🙂

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